
Alexandre de Moraes determina bloqueio de até R$ 6 bilhões e outras medidas contra o advogado Willer Tomaz. (Foto: Instagram)
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta 6ª feira (23.out.2026) o bloqueio de até R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz. Também ordenou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial, a suspensão dos passaportes e a paralisação das atividades econômicas, financeiras e empresariais de todas as empresas do advogado.
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Tomaz é investigado pela Polícia Federal por suspeitas de lavagem de dinheiro relacionada a negócios envolvendo bets. O bloqueio determinado alcança bens móveis e imóveis, além de aviões e barcos.
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A decisão foi tomada depois que a Polícia Federal constatou que Tomaz viajou para Miami, nos Estados Unidos. A viagem ocorreu após o advogado ser alvo, em agosto, de mandado de busca e apreensão na operação Sem Desconto, que investiga descontos indevidos em aposentadorias e benefícios do INSS.
O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) serão comunicados para executar os bloqueios. Com a quebra de sigilo, as instituições bancárias deverão fornecer todos os dados bancários de Tomaz, inclusive os relativos à Alcazar Holdings, sediada na Ilha da Madeira, em Portugal.
O advogado ganhou notoriedade nos últimos meses, durante a campanha eleitoral, por sua relação de amizade com o candidato Flávio Bolsonaro (PL). Em entrevistas, Flávio afirmou que mantém apenas relações pessoais com Tomaz e negou ter negócios com ele.
A defesa de Willer Tomaz foi procurada por e-mail para comentar a decisão de Moraes, mas não havia respondido até a publicação da reportagem. O texto poderá ser atualizado caso a defesa se manifeste.
