
Malévola Alves e Bruna Mercatelli afirmaram que as interações gravadas no Egito foram consensuais. As duas foram detidas em Alexandria e liberadas após o pagamento de fiança. (Foto: Instagram)
Malévola Alves afirmou que os homens que aparecem nos vídeos gravados no Egito consentiram com as interações. A influenciadora e Bruna Mercatelli foram detidas em Alexandria por suspeitas ligadas ao conteúdo publicado nas redes sociais e liberadas após o pagamento de fiança. Malévola também relatou supostos abusos durante a detenção.
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Depois de desembarcar no Aeroporto de Guarulhos, as duas brasileiras defenderam as gravações e disseram que as interações foram voluntárias. Bruna declarou que os homens que participavam dos vídeos estavam de acordo com o que acontecia. Malévola, por sua vez, afirmou que costumava gravar cenas dançando e brincando durante viagens e não imaginava que elas pudessem ser vistas como desrespeito aos costumes locais.
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A detenção ocorreu em 20 de outubro, em Alexandria, depois que vídeos das influenciadoras interagindo com homens em espaços públicos circularam nas redes sociais. Em uma das gravações, Bruna beija um homem enquanto Malévola levanta a blusa dele. As imagens motivaram comentários e questionamentos sobre a conduta das brasileiras durante a viagem.
O Ministério do Interior do Egito informou que as duas foram detidas por supostos gestos de conotação sexual, exibição obscena e assédio a pedestres. Segundo as autoridades, elas admitiram ter gravado e publicado os vídeos com a intenção de aumentar o número de visualizações nas redes sociais. Malévola e Bruna contestaram a interpretação de que os homens envolvidos teriam sido constrangidos.
Após deixar a prisão, Malévola afirmou ter sofrido maus-tratos e assédio sexual por parte de agentes durante o período sob custódia. Ela alegou que policiais tocaram em seu corpo e tentaram assediar Bruna durante o transporte para o aeroporto. As acusações foram feitas pela influenciadora depois de voltar ao Brasil.
As duas foram liberadas após o pagamento de fiança e chegaram ao Brasil na noite de quinta-feira (22). Elas também relataram que tiveram os celulares apreendidos e passaram horas sem conseguir falar com familiares e amigos.
