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Lula diz que Galípolo é “muito inteligente” e também se opõe à Selic alta


Lula diz confiar em Galípolo e cobra redução dos juros (Foto: Instagram)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (24.out.2026) que confia no trabalho de Gabriel Galípolo à frente do Banco Central. Em entrevista à TV Globo, elogiou o economista, a quem chamou de “muito competente”, e disse acreditar que ele está conduzindo bem a autoridade monetária.

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Questionado pela jornalista Renata Lo Prete sobre se atuaria para reverter a autonomia do Banco Central caso seja reeleito, Lula respondeu que esse tema não é uma prioridade central de seu programa de governo. Na entrevista, declarou confiar em Galípolo e disse que o presidente do BC é “um moleque muito inteligente”, acrescentando que acredita que ele “vai normalizar as coisas”.

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Apesar dos elogios ao chefe do BC, o presidente cobrou a redução da taxa básica de juros, atualmente em 13,75% ao ano. “Quero que o Banco Central baixe o juro”, afirmou. Lula também disse acreditar que “até Galípolo é contra a taxa de juro alta”.

A Selic teve cinco cortes consecutivos em 2026, recuando do patamar de 15% ao ano, mantido desde junho de 2025. Galípolo foi indicado por Lula em agosto de 2024 para presidir o Banco Central, substituindo Roberto Campos Neto. A indicação foi submetida ao Senado e aprovada pelos senadores.

Lula disse que espera que os juros caiam conforme o cenário mundial se torne mais pacífico. Ao comentar os fatores que, em sua avaliação, afetam a economia, citou as guerras, problemas cambiais e o aumento do custo de vida em diversos países.

Segundo o presidente, a taxa permanece elevada em meio a uma conjuntura internacional que classificou como confusa. Ele também afirmou que o Brasil está arcando com um custo alto para subsidiar o óleo diesel e a gasolina, com o objetivo de evitar que os efeitos da guerra cheguem aos pratos da população.

Lula disse estar convencido de que o país está preparado para “dar um salto de qualidade nos próximos anos”. Na entrevista, relacionou essa expectativa à possibilidade de melhora das condições externas e de redução dos juros, reiterando que deseja ver a taxa básica mais baixa.

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