
Lula mencionou o Google repetidamente durante o debate presidencial da TV Globo. (Foto: Instagram)
No debate presidencial da TV Globo, realizado na sexta-feira (23.out.2026), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mencionou o Google em 10 ocasiões. O presidente repetiu “dá um Google” ao sugerir que o público consultasse dados e comparasse informações. A frequência das referências também inspirou memes sobre o tema.
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Flávio Bolsonaro (PL) citou o buscador 3 vezes e criticou Lula por recorrer a ele durante o debate. “Ô, Lula, quem é que governa o Brasil? É você ou é o Google? Tudo você pergunta para o Google? Você não sabe responder nada?”, questionou o senador.
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A primeira menção de Lula ocorreu quando respondeu a uma pergunta de Flávio sobre obras de infraestrutura. O presidente disse que gostaria que o Google ajudasse a divulgar uma comparação entre os investimentos feitos por diferentes governos. “Eu queria pedir para o Google, para alguém poder publicar, se tem algum momento da história recente que algum governo investiu tanto em obra de infraestrutura como nós estamos investindo nesse país”, declarou.
Ao falar do apoio federal ao agronegócio, Lula voltou a recomendar uma busca. Disse que o público poderia conferir o que Flávio havia afirmado e comparar os investimentos no setor durante os governos. “Eu duvido que em algum momento do governo do pai dele houve investimento no agronegócio como houve no meu governo”, afirmou. Acrescentou que bastava pesquisar para perceber, segundo ele, as falas equivocadas do adversário.
Na réplica, Flávio respondeu que os números apresentados pelo presidente precisavam ser verificados. “Não adianta nada você ter investimentos tão grandes – se é que é verdade, tem que dar um Google aí para checar–, porque, por exemplo, em ano de safra todos os agricultores reclamam”, disse o senador. Lula também citou o buscador ao tratar de investimentos no Amazonas, sugerindo que Flávio consultasse senadores e pesquisasse as ações realizadas no Estado nos últimos 24 anos.
Mais adiante, ao abordar o escândalo do banco Master, Lula disse que recorreria novamente ao Google e pediu que o público anotasse as mentiras que atribuía ao adversário. Afirmou que elas poderiam ser desmentidas, como, segundo ele, já ocorrera em outro debate, e declarou: “A verdade nua e crua é que nós temos uma quadrilha solta neste país.”
Nas considerações finais, o presidente voltou a pedir uma comparação de informações. Agradeceu a paciência dos brasileiros, pediu desculpas pelo que considerou declarações inadequadas e sugeriu que o público pesquisasse quem gastava mais no cartão corporativo: seu governo ou o de Jair Bolsonaro.
A recomendação para que eleitores pesquisem assuntos relacionados a Flávio tem sido usada pela esquerda no segundo turno e impulsionada no canal de WhatsApp Exército do Lula, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). O espaço também mobiliza compartilhamento de vídeos, criação de memes e publicação de hashtags no X. Janones já orientou seguidores a buscar “Bolsonaro Talvane Albuquerque” e “Flávio esquema pandemia”, com o objetivo de ampliar as pesquisas e dar visibilidade a temas desfavoráveis ao adversário. A campanha de Flávio questionou no Tribunal Superior Eleitoral a influência dos resultados do Google. A empresa afirmou ao TSE não ter encontrado tráfego automatizado nem violações de suas políticas que justificassem punições. Segundo o Google, oscilações acentuadas nas buscas são comuns diante de notícias de grande repercussão e, isoladamente, não indicam a origem ou a legalidade do interesse.








