Lula afirma em Copacabana que a “arma” é a urna e a “bala” é o 13

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Em ato em Copacabana, Lula chamou a urna de sua “arma” e o número 13 de sua “bala”. (Foto: Instagram)

Durante ato de campanha em Copacabana, no Rio de Janeiro, neste sábado (24.out.2026), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que a urna é sua “arma” e o número 13, do partido, sua “bala”. O evento ocorreu na véspera do 2º turno das eleições presidenciais, em que Lula disputa a reeleição contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). O presidente também afirmou que pretende dar continuidade ao governo e transformar o país em “uma grande economia”.

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Durante o discurso, Lula voltou a chamar Flávio de “miliciano”. Ele disse que os eleitores podem discordar das políticas públicas de seu governo, mas criticou quem, segundo ele, deixa de votar em um trabalhador para escolher o adversário. “A pessoa tem o direito de não concordar com toda a política pública que nós fizemos. Isso é normal e democrático. A pessoa vota em quem ela quiser, mas deixar de votar na honradez, no trabalhador, para votar no miliciano, aí é demais”, declarou.

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Lula também afirmou que Flávio pretende privatizar o SUS (Sistema Único de Saúde) e acabar com a escala de trabalho 6 X 1. As declarações sobre as intenções do senador foram feitas pelo presidente durante o ato.

O presidente relacionou a eleição à soberania nacional e contrapôs os símbolos do Brasil e dos Estados Unidos. “Ou o povo escolhe alguém que beija a bandeira nacional ou escolhe alguém que beija a bandeira americana”, disse. Na sequência, afirmou que o Brasil não será “quintal de ninguém”.

Apoiadores estenderam um bandeirão do Brasil durante a atividade. Lula também citou a mobilização de apoiadores organizada para o 2º turno, que chamou de Exército do Lula, e disse que ela deve chegar a 13 milhões de participantes. Segundo o presidente, o movimento é “para a paz, para a democracia”.

Durante a caminhada, caixas de som tocaram o jingle “Bota pra Virar”, do cantor e compositor baiano O Kannalha. Cartazes exibidos pelos apoiadores traziam frases como “Ainda há esperança”. Antes do ato, Lula conversou com jornalistas e disse estar confiante na reeleição. Ele usava um boné com a inscrição “Silva” e uma estrela vermelha.

O evento em Copacabana foi um dos últimos compromissos de campanha de Lula antes da votação. Depois da atividade no Rio, o presidente seguiria para São Paulo, onde participaria de uma caminhada na Avenida Paulista. Também estiveram presentes Janja Lula da Silva, primeira-dama; Benedita da Silva (PT-RJ), deputada federal; Aloizio Mercadante, presidente do BNDES; Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio de Janeiro; Eduardo Cavaliere (PSD), prefeito do Rio de Janeiro; e Rodrigo Neves (PDT), prefeito de Niterói.