
Incêndio atingiu uma área verde da UFRN, em Natal, na noite de sexta-feira (23), sem deixar feridos. (Foto: Instagram)
Um incêndio de grandes proporções atingiu, na noite de sexta-feira (23/10), uma área verde da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal, nas proximidades do prédio da reitoria. Não houve feridos. As chamas foram controladas pelo Corpo de Bombeiros, e a universidade informou que os danos ficaram restritos à vegetação, sem atingir edifícios.
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O episódio ocorreu a dois dias do segundo turno eleitoral, em meio a tensões recentes entre apoiadores das campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no campus. A polícia investiga o que provocou o fogo e se houve ação de alguém. De acordo com a Folha de S.Paulo, os bombeiros teriam levado mais de quatro horas para controlar as chamas.
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No sábado, veículos de comunicação locais relataram novos focos de incêndio nas proximidades da Escola de Música, ainda durante o dia. Os bombeiros foram novamente chamados. A universidade confirmou que o fogo da noite anterior atingiu a vegetação perto da reitoria e informou que a corporação conseguiu conter as chamas.
O incêndio de sexta-feira aconteceu quatro dias depois de um ato de apoiadores do PL no campus terminar em agressões, deixando um estudante ensanguentado. Segundo a UFRN, o evento político não tinha autorização da instituição. A universidade afirmou que os participantes utilizaram equipamentos de som e fogos de artifício e que houve violência, ameaças contra integrantes da comunidade acadêmica e danos ao patrimônio público.
A instituição também relatou que as ações interromperam aulas e atividades administrativas. O deputado federal General Girão (PL) e a vereadora de Natal e deputada estadual eleita Camila Araújo (PL) participaram do ato. Depois, ambos repudiaram a violência e acusaram os estudantes de intolerância e autoritarismo.
O episódio levou a Procuradoria da República a abrir uma investigação sobre denúncias de censura, intimidação e incitação à violência. Conforme informações publicadas pela Folha de S.Paulo, ameaças a estudantes fizeram instituições de ensino superior reforçarem a segurança durante manifestações estudantis pró-Lula. O Ministério da Educação (MEC) também informou ter recebido relatos da comunidade acadêmica sobre violência política.
No início de outubro, um incêndio de grandes proporções destruiu laboratórios da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O caso chamou a atenção do MEC e está sob investigação da Polícia Federal. A corporação apura se há relação entre ameaças e o fogo que atingiu a instituição pernambucana pela terceira vez em menos de duas semanas.
