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Hannah Crawford cria negócio de mudanças após separação e fatura R$ 70 mil/mês, diz SWNS


Hannah Crawford criou uma rede de mudanças voltada a mulheres e pessoas LGBTQ+ que buscam mais segurança e acolhimento. (Foto: Instagram)

Hannah Crawford, de 29 anos, criou no Reino Unido uma empresa de mudanças que oferece segurança, acolhimento e apoio emocional a mulheres em momentos difíceis, especialmente após uma separação. A iniciativa começou como um trabalho extra e hoje rende 10 mil libras por mês, quase R$ 70 mil. A agência SWNS divulgou a história do negócio, que surgiu quando Hannah percebeu o receio de algumas mulheres de receber homens desconhecidos em casa.

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Em abril de 2025, Hannah começou a oferecer serviços de mudança a outras mulheres. Uma cliente relatou que um profissional, depois de descobrir onde ela morava, passou a enviar mensagens assustadoras. Esse tipo de experiência se somava a reclamações sobre objetos quebrados, atrasos e falta de cuidado. As primeiras ofertas de ajuda, publicadas em grupos do Facebook, atraíram tantas respostas que Hannah recebeu mensagens com relatos de experiências ruins durante mudanças. Ela contou à SWNS que já costumava ser procurada por pessoas em crise e que não imaginava o tamanho do problema.

Natural de Bathgate, na Escócia, Hannah mora em Hampstead, Londres. Antes de abrir a empresa, trabalhava como produtora teatral e coach de negócios. Em apenas três meses de atividade, passou a trabalhar seis dias por semana; em julho de 2025, já não conseguia aceitar todos os pedidos. No começo, alugava vans para realizar os serviços, pois o seguro para comprar um veículo era caro e ela ainda não sabia qual seria a procura. A experiência a fez perceber que mulheres e pessoas LGBTQ+ podiam se sentir inseguras diante de uma mudança, já estressante por si só.

A visibilidade do negócio aumentou em junho de 2026, quando Hannah publicou no Instagram um vídeo sobre a mudança de uma mulher que havia terminado um relacionamento recentemente. O conteúdo viralizou, e a empreendedora ganhou 8.300 seguidores em duas semanas. Em setembro de 2026, como já não conseguia atender tudo sozinha, lançou uma rede de empresas de mudanças parceiras. Em outubro de 2026, essa rede reunia 20 profissionais e atendia mulheres e pessoas LGBTQ+ em várias regiões do Reino Unido, de Elgin, na Escócia, a Devon e Cornwall, no sul da Inglaterra. A meta declarada era chegar a 100 trabalhos e 100 mudanças diferentes por mês até o fim do ano, além de multiplicar o faturamento por cinco.

O serviço atende desde quem precisa transportar poucos pertences até famílias que querem levar todos os móveis para outra cidade. A cliente informa o tamanho da mudança e recebe um orçamento; em seguida, o pedido é encaminhado a um profissional da rede. O preço considera a quantidade de objetos, os equipamentos necessários, o seguro, o combustível e a distância. Para mudanças de uma casa inteira ou deslocamentos entre cidades, Hannah diz que a empresa costuma oferecer preços competitivos. Ela também busca criar oportunidades flexíveis para outras mulheres, permitindo que organizem os trabalhos conforme seus horários, inclusive os períodos dedicados ao cuidado dos filhos.

A preocupação de Hannah com quem passa por uma mudança difícil também vem de sua própria experiência. Aos 20 anos, no terceiro ano da universidade, em Londres, ela precisou transportar os pertences que conseguia carregar nos trens, sem dinheiro para contratar ajuda e sem carro. Caminhou com bolhas nas mãos até a estação de Euston para voltar para casa, uma lembrança que influencia o acolhimento oferecido às clientes. Ela acredita que ter alguém com uma van para ajudar e oferecer uma pausa para café e lanches teria mudado aquele dia. Agora, além de expandir a empresa, espera inspirar mais negócios liderados por mulheres que atendam às necessidades de mulheres e pessoas queer.

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