
Fotografia de uma elefanta carregando o filhote morto venceu o Wildlife Photographer of the Year 2026. (Foto: Instagram)
O Museu de História Natural de Londres, na Inglaterra, anunciou as fotografias vencedoras de 2026 do Wildlife Photographer of the Year. Entre os registros estão imagens de Federico Veronesi, Amelie Davis e Oscar Whitfield, além de fotos creditadas a Audun Rikardsen, Ernest Porter, Anton Sorokin e Alexis Tinker-Tsavalas. Ao todo, o concurso recebeu 65.403 imagens de fotógrafos de 121 países e territórios, com cenas de animais, paisagens e momentos raros da natureza.
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O Wildlife Photographer of the Year, uma das competições mais importantes do mundo nessa área, premiou profissionais e jovens fotógrafos. A vencedora principal foi uma fotografia em preto e branco feita pelo italiano Federico Veronesi na Namíbia. A imagem mostra uma elefanta carregando um filhote morto e chamou a atenção dos jurados para comportamentos complexos desses animais.
Na categoria para crianças de até 10 anos, Amelie Davis, do Reino Unido, venceu com “Flight of the Bumblebee”. A fotografia registra uma abelha em voo, prestes a pousar em uma flor. Amelie fez o registro com um iPhone 14 Pro Max emprestado pelo pai, depois de fotografar abelhas durante meses. Ela aproveitou uma tarde de agosto, quando havia muitos desses insetos no jardim. A imagem mostra detalhes das asas da abelha.
Oscar Whitfield, do Reino Unido e Zimbábue, ganhou a categoria de 11 a 14 anos e o principal título entre os jovens fotógrafos. Sua fotografia “Labour of Love”, em preto e branco, mostra um besouro empurrando uma bola de esterco. Pela primeira vez na história do concurso, as imagens vencedoras das categorias adulta e juvenil foram ambas feitas em preto e branco.
A foto vencedora de Federico Veronesi, intitulada “The Aftermath”, foi registrada no vale do rio Huab, na Namíbia. Enquanto acompanhava elefantes, o fotógrafo percebeu marcas incomuns na areia de um leito seco. Seguindo os rastros, encontrou uma elefanta transportando um filhote morto, cuja perna estava presa entre a tromba e a presa da adulta. A imagem venceu a categoria de comportamento dos mamíferos e recebeu o prêmio principal. Segundo os organizadores, comportamentos semelhantes já foram observados em elefantes africanos e asiáticos e podem estar relacionados à forma como reagem à morte.
As imagens premiadas também incluem um urso-polar observando um buraco no gelo do Ártico, por onde focas sobem para respirar. A fotografia, feita sob a perspectiva de uma foca, é creditada a Audun Rikardsen. Entre as outras cenas estão uma rã tentando capturar uma borboleta e uma ave limpando o bico na pele de um rinoceronte, imagem de Ernest Porter registrada na África do Sul. Anton Sorokin assina a foto de um tritão-da-Califórnia colocando ovos na vegetação aquática, junto a outros ovos da mesma espécie. Uma fotografia de Alexis Tinker-Tsavalas revela detalhes de animais minúsculos, quase invisíveis a olho nu.
As imagens mostram diferentes aspectos da vida selvagem e o trabalho de fotógrafos de várias idades. Os registros vão de cenas de comportamento animal a momentos cotidianos que exigem atenção para serem percebidos. A mostra das fotografias está no Museu de História Natural de Londres desde 16 de outubro e segue até 11 de julho de 2027. A exposição também terá apresentações em outros locais.








