Flávio responde sobre Ana Clara sem se voltar para a mãe na plateia

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Flávio Bolsonaro respondeu a pergunta sobre a morte de Ana Clara Gomes Machado durante debate presidencial da TV Globo, em 23 de outubro de 2026. (Foto: Instagram)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, respondeu nesta sexta-feira (23.out.2026) a uma pergunta sobre a morte de Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, durante debate da TV Globo. A mãe da menina, Cristiane Gomes da Silva, acompanhava o evento na primeira fila, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e da primeira-dama Janja. O caso foi levantado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que questionou por que um senador defenderia um policial acusado de matar uma criança com um tiro de fuzil.

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Flávio é advogado do policial militar Bruno Dias Delaroli, denunciado pelo Ministério Público como autor dos disparos que mataram Ana Clara em 2021. Ao responder, o senador declarou solidariedade à mãe, mas dirigiu o olhar à câmera, sem se voltar para Cristiane. No início da fala, confundiu-se e chamou a mulher pelo nome da filha. Disse que lamentava a tragédia e que não conseguia imaginar a dor de perder uma menina de 5 anos.

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Cristiane reagiu quando foi chamada pelo nome da filha e afirmou: “Ela morreu.” Flávio disse acreditar que Delaroli é inocente. Segundo o senador, Ana Clara foi atingida durante uma troca de tiros em uma comunidade dominada pelo tráfico de drogas. Ele afirmou que havia atividade de tráfico no local e que confiava que o disparo fatal não partiu da arma do policial.

O senador também declarou que gostaria de ajudar Cristiane a descobrir quem fez o disparo. Como justificativa para sua posição, afirmou que Delaroli ainda não foi julgado. O policial é acusado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de homicídio, enquanto sua defesa nega que ele seja responsável pela morte da menina.

Ana Clara morreu em 2 de fevereiro de 2021, após ser atingida por um tiro de fuzil em Niterói. Em 2024, Flávio assinou um recurso apresentado ao Superior Tribunal de Justiça para tentar impedir que Delaroli fosse levado a júri popular. O pedido foi rejeitado. O julgamento, que estava previsto inicialmente para 21 de outubro de 2026, foi adiado para 5 de maio de 2027.