
Flávio Bolsonaro negou envolvimento com milícias durante o debate presidencial da TV Globo e afirmou que pretende endurecer o combate a esses grupos se for eleito. (Foto: Instagram)
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, negou envolvimento com milícias e afirmou que pretende combater esses grupos se for eleito. A declaração foi feita na sexta-feira (23.out.2026), durante o último debate presidencial da TV Globo, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamá-lo de “miliciano”. Flávio disse que nunca foi investigado por ligação com milícias e rejeitou as acusações de crimes feitas pelo adversário.
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Flávio declarou que, se eleito, classificará as milícias como organizações narcoterroristas e tornará mais rigoroso o combate a esses grupos. Segundo o senador, a classificação faria com que milicianos permanecessem presos por mais tempo. A proposta foi apresentada ao responder à acusação feita por Lula durante o debate.
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A relação de Flávio com pessoas apontadas como integrantes de milícias também foi mencionada. Em 2005, quando era deputado estadual, ele concedeu a Medalha Tiradentes a Adriano da Nóbrega, ex-capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro. O Ministério Público apontou Nóbrega como integrante de uma milícia. A medalha é a mais alta honraria concedida pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Investigações também apontaram que Flávio empregou em seu gabinete na Alerj Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, ex-mulher de Adriano, e Raimunda Veras Magalhães, mãe do ex-capitão. Nóbrega morreu em fevereiro de 2020, durante uma operação policial na Bahia.
Em 22 de setembro de 2026, foi divulgado que Flávio destinou uma emenda parlamentar de R$ 199.999,79 a um instituto esportivo, a pedido de Robson Calixto, conhecido como Peixe. Calixto é um miliciano condenado pelo Supremo Tribunal Federal por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco.
O confronto entre Lula e Flávio começou depois que o senador chamou o presidente de “9 dedos”, em referência a um acidente de trabalho sofrido por Lula na juventude. O presidente afirmou que perdeu um dedo enquanto trabalhava e criticou a forma como o adversário se referiu a ele, dizendo que não aceitaria ser chamado daquela maneira por um miliciano.
Flávio pediu desculpas a Lula, afirmando que não queria tê-lo ofendido. A discussão sobre milícias voltou no fim do debate, quando o senador usou o direito de resposta concedido pela organização para negar a associação feita pelo presidente e expor suas propostas para a segurança pública.








