
Flávio Bolsonaro recebe apoio de Aldo Rebelo e Roberto Mangabeira Unger para o segundo turno (Foto: Instagram)
O senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu o apoio de dois ex-integrantes dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT) para o segundo turno: Aldo Rebelo (DC) e Roberto Mangabeira Unger. O apoio foi formalizado em uma reunião reservada na quarta-feira (21.out.2026), em São Paulo. Flávio disputa a eleição com Lula no domingo (25.out).
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A aproximação de Aldo ocorreu após sua participação em outra campanha presidencial. O ex-ministro foi pré-candidato pelo DC e, em julho, passou a coordenar a área política da candidatura de Ronaldo Caiado (PSD). Meses antes, ele havia defendido uma alternativa à polarização política.
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Aldo construiu sua trajetória parlamentar no PCdoB e presidiu a Câmara dos Deputados entre 2005 e 2007. No governo Lula, foi ministro da Coordenação Política; nas gestões de Dilma, chefiou as pastas do Esporte, da Ciência e Tecnologia e da Defesa. Mangabeira, professor de direito em Harvard, nos Estados Unidos, comandou a Secretaria de Assuntos Estratégicos durante os governos dos dois petistas.
Segundo Aldo declarou à Folha de S.Paulo, Flávio pediu a conversa, que ocorreu no aeroporto de Jundiaí (SP). O encontro durou cerca de uma hora e reuniu os três para tratar de crescimento econômico, Amazônia, defesa e política externa. Aldo afirmou que o senador disse que levaria as ideias em consideração.
O ex-ministro negou que tenha havido negociação de cargos e disse não ter recebido convite para comandar o Ministério do Meio Ambiente em um eventual governo do PL.
O professor de filosofia Gustavo Castañon, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), também esteve no aeroporto, mas não participou da reunião reservada. Aliado de Ciro Gomes (PSDB), ele afirmou que os ex-ministros buscavam compromissos de Flávio em relação à soberania. Sobre a proximidade da família Bolsonaro com Donald Trump (Partido Republicano), Castañon defendeu autonomia diante dos Estados Unidos e da China. Como exemplo de atuação além da aproximação com Washington, mencionou a viagem de Jair Bolsonaro (PL) à Rússia para tratar de fertilizantes.
Castañon justificou seu apoio principalmente pela oposição ao PT. Disse que não se considera bolsonarista, embora admita que possa ser identificado dessa forma, e informou que deixou o PDT recentemente. Também ressaltou que não fala em nome de Ciro, procurado pela campanha de Flávio e que, segundo a reportagem, não havia declarado voto no segundo turno. No Ceará, o ex-governador foi derrotado por Elmano de Freitas (PT): recebeu 46,22% dos votos válidos, ante 53,19% do governador reeleito.








