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Em tempos de IA, estúdio de Coraline leva 7 anos para criar filme à mão, quadro a quadro


Com bonecos e cenários reais, “O Bosque Selvagem” aposta no stop-motion artesanal da LAIKA. (Foto: Instagram)

Em um cenário cada vez mais dominado pela inteligência artificial, a LAIKA, responsável por Coraline e o Mundo Secreto, escolheu produzir Wildwood, chamado no Brasil de O Bosque Selvagem, com bonecos, cenários reais e fotografias feitas quadro a quadro. A produção levou cerca de sete anos. A ideia de adaptar a obra de Colin Meloy partiu do diretor Travis Knight, que esperou o desenvolvimento de técnicas necessárias no estúdio. A história acompanha Prue McKeel e o amigo Curtis; entre os personagens está a águia-dourada General. Marcelo Amp e Thiago Calçado também participaram do trabalho. A produção foi abordada pela AWN.

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O novo filme estreia nos Estados Unidos nesta sexta-feira (23), e o lançamento no Brasil está previsto para 29 de outubro. Mais de mil profissionais participaram da produção, que reúne centenas de personagens e cenários físicos. Durante anos, a equipe trabalhou em movimentos pequenos, expressões e detalhes para construir uma floresta encantada. Em vez de acelerar o processo, a LAIKA decidiu aguardar e aperfeiçoar o trabalho, transformando a animação em uma homenagem à criatividade humana em um período de avanço rápido da tecnologia.

A técnica utilizada em O Bosque Selvagem é o stop-motion, também empregado em Coraline e o Mundo Secreto. Os artistas movimentam manualmente os bonecos e fotografam cada alteração em sequência; quando as imagens são exibidas, o movimento parece contínuo. Para montar o universo do filme, a LAIKA produziu mais de 200 bonecos e mais de 130 cenários físicos, além de milhares de peças usadas para criar as expressões dos personagens. A construção da águia-dourada General, por exemplo, consumiu aproximadamente 3 mil horas de trabalho.

A proposta de levar Wildwood para o cinema surgiu pouco depois do lançamento de Coraline, em 2009. Travis Knight se interessou pelo universo imaginado pelo escritor Colin Meloy, mas sabia que o estúdio ainda precisava desenvolver os recursos e as técnicas exigidos pelo projeto. A ideia, portanto, esperou cerca de 16 anos até que a LAIKA pudesse concretizá-la. O resultado é uma das produções mais ambiciosas do estúdio e tem aproximadamente 132 minutos de duração.

Na trama, Prue McKeel parte à procura do irmão mais novo, levado por corvos para uma floresta misteriosa. Em sua jornada, ela conta com a companhia de Curtis e se depara com animais falantes, criaturas fantásticas e desafios. O mundo construído para a história depende tanto dos personagens quanto dos cenários e objetos feitos para a animação. A criação de General, a águia-dourada, também exemplifica o tempo dedicado aos detalhes físicos da produção.

A equipe incluiu profissionais brasileiros: Marcelo Amp trabalhou na fabricação de componentes dos bonecos, enquanto Thiago Calçado participou da animação dos personagens. A produção de Wildwood, conforme relatado pela AWN, envolveu milhares de fotografias e anos de trabalho manual. Ao optar por bonecos e cenários construídos fisicamente, a LAIKA manteve uma abordagem artesanal para contar a história de Prue McKeel e Curtis. O filme reúne, assim, o trabalho de mais de mil profissionais em uma animação feita quadro a quadro.

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