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Em debate, Flávio promete trem no Nordeste e Lula destaca BR-319 no Norte


Lula e Flávio Bolsonaro apresentam propostas de infraestrutura em debate na TV Globo (Foto: Instagram)

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência, apresentaram projetos de infraestrutura durante debate da TV Globo. Lula ressaltou ações de seu governo, enquanto Flávio defendeu propostas próprias e a continuidade de iniciativas ferroviárias.

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O plano de Flávio prevê uma ferrovia de 1.400 quilômetros para passageiros, conectando Salvador (BA), Aracaju (SE), Maceió (AL), Recife (PE), João Pessoa (PB), Natal (RN) e Fortaleza (CE), com o objetivo de estimular o turismo. No debate de 6ª feira (23.out.2026), ele falou em uma linha entre Salvador e São Luís e afirmou que ela levaria prosperidade à região. A campanha ainda não divulgou traçado, estudo de viabilidade, orçamento ou origem dos recursos. Daniella Marques, coordenadora econômica do senador, disse que o projeto poderia ser bancado por empresas, concessões ou parcerias público-privadas, sem recursos do Orçamento da União.

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Flávio também prometeu “rasgar o país de ferrovias”, concluir a Transnordestina e ampliar investimentos em concessões rodoviárias, citando como referência a gestão de Jair Bolsonaro (PL). A carteira ferroviária lançada pelo governo Lula neste ano foi apontada como uma política a ser mantida.

Lula mencionou a Transnordestina e as ferrovias FICO (Ferrovia de Integração Centro-Oeste) e FIOL (Ferrovia de Integração Oeste-Leste). Embora tenha afirmado que as obras já estão em andamento, os empreendimentos devem ser leiloados apenas em 2027. Nas rodovias, destacou a Nova Serra das Araras, na Via Dutra, entre Rio de Janeiro e São Paulo. Ele estimou a obra em quase R$ 12 bilhões, mas o investimento anunciado pelo governo em junho foi de R$ 1,5 bilhão.

O presidente também defendeu o asfaltamento da BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO), e visitou a obra em maio. A rodovia, com cerca de 885 quilômetros, foi iniciada no governo Costa e Silva (1967-1969) e inaugurada em 1972. O asfaltamento começou em 2001, com 58 quilômetros a partir de Porto Velho e 100 quilômetros a partir de Manaus.

O principal ponto pendente é o “trecho do meio”, entre os quilômetros 250 e 655, em área preservada da Amazônia. A pavimentação enfrenta resistência de ambientalistas, pesquisadores e órgãos de controle. Na época das chuvas, a estrada fica lamacenta e veículos podem atolar. A BR-319 é considerada a principal ligação terrestre de Manaus com o restante da malha rodoviária nacional.

A resistência do Ministério do Meio Ambiente, então chefiado por Marina Silva, ficou evidente em 2023, quando o governo criou um grupo de trabalho sobre a rodovia no Novo PAC sem incluir o Ibama nem o ministério. A área ambiental cobrou medidas contra desmatamento, grilagem, ocupação irregular e abertura de ramais ilegais. No fim de 2024, Lula passou a defender publicamente a obra, condicionando-a a salvaguardas, e afirmou em setembro que o governo a concluiria “com responsabilidade”.

O impasse foi encerrado em julho de 2025, com um acordo entre os ministérios dos Transportes e do Meio Ambiente. O pacto criou o “Plano 319”, com ações de proteção ambiental e desenvolvimento para moradores do entorno. Em 2026, o governo buscou acelerar o licenciamento e a execução: em 13 de abril, o DNIT publicou editais de melhorias no trecho entre os quilômetros 250,7 e 590,1.

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