Desconhecidos salvam corredora após parada cardíaca; Kaley Koppa reencontra heróis e agradece

Posted by

–


Desconhecidos se unem para salvar corredora após parada cardíaca na Austrália (Foto: Instagram)

No ano passado, Kaley Koppa, de 43 anos, sofreu uma parada cardíaca durante um treino em Brisbane, na Austrália, e foi socorrida por desconhecidos. David McMillan chamou a emergência australiana 000, o segurança Trevor Tyrna buscou um desfibrilador no cassino The Star e a socorrista Emma Medcraft destacou a importância do atendimento. O reencontro foi divulgado pela 7NEWS em 16 de outubro, Dia Mundial da Reanimação Cardiopulmonar; David também falou à 9News. No Brasil, o Samu pode ser acionado pelo telefone 192.

++ Método baseado em IA chama atenção por transformar perfis comuns em negócios digitais

Kaley havia corrido quase 10 quilômetros às margens do Rio Brisbane quando começou a passar mal. Imagens de câmeras de segurança registraram a corredora reduzindo o ritmo, levando a mão ao braço e tentando descansar em um banco. Ela perdeu a consciência e desmaiou. Uma pessoa que passava percebeu que Kaley não respondia e pediu ajuda. A situação era grave: ela estava com o rosto azulado e não respirava. Enquanto alguns pedestres começaram as compressões torácicas, funcionários do cassino The Star foram buscar um desfibrilador externo automático, conhecido como DEA.

David McMillan caminhava pela região e parou ao encontrar Kaley caída. Ele ligou para o número de emergência 000 e informou que havia uma mulher inconsciente no calçadão. À 9News, contou que ele e outras pessoas tentaram verificar se ela estava bem, mas ela não respondia. Enquanto David recebia instruções do atendente, pedestres faziam compressões torácicas para manter a circulação. A movimentação foi vista por funcionários do The Star, que acompanhavam a área pelas câmeras de segurança. O segurança Trevor Tyrna levou um DEA até a corredora, apesar de nunca ter usado o aparelho em uma emergência real.

O equipamento indicou a necessidade de um choque elétrico para tentar restabelecer o ritmo cardíaco. Um dos socorristas relatou à 7NEWS que apertou o botão, pediu que todos se afastassem e aplicou o choque. A intervenção funcionou, e Kaley foi reanimada antes da chegada dos paramédicos. Emma Medcraft afirmou que as compressões feitas pelos pedestres e o uso do desfibrilador foram decisivos para que a mulher sobrevivesse. Trevor também explicou à 9News que, diante da necessidade de ajuda, a prioridade foi socorrê-la.

Antes da parada cardíaca, Kaley tinha uma vida ativa, praticava corrida e desconhecia que tinha uma doença no coração. Depois de ser atendida e se recuperar no hospital, descobriu que sofria de uma condição genética progressiva do coração, que não havia sido diagnosticada anteriormente. Por orientação médica, precisou abandonar as corridas. Hoje, mantém outras atividades, entre elas caminhadas e pintura, e defende a importância de conhecer as técnicas de reanimação cardiopulmonar. O diagnóstico mudou sua rotina, mas ela continuou ativa de outras maneiras.

Durante as atividades do Dia Mundial da Reanimação Cardiopulmonar, Kaley reencontrou David McMillan, Trevor Tyrna e outras pessoas que participaram do resgate. A corredora disse que nunca havia conhecido aqueles que a socorreram e que será eternamente grata pela segunda chance. Também contou que se emociona ao pensar que poderia ter morrido naquela manhã e descreveu o ocorrido como um milagre. À imprensa australiana, afirmou que qualquer pessoa pode precisar de ajuda e que, naquele dia, foi ela quem precisou.

A 7NEWS informou que mais de 32 mil australianos sofrem uma parada cardíaca por ano e que apenas aproximadamente 10% sobrevivem quando a emergência acontece fora de um hospital. O caso de Kaley mostra a importância de reconhecer uma parada e iniciar o socorro rapidamente. No Brasil, o Samu atende pelo telefone 192. Se alguém estiver inconsciente e não respirar normalmente, é fundamental chamar ajuda, iniciar compressões torácicas conforme as orientações do atendente e usar um DEA, quando houver um disponível, seguindo as instruções do aparelho. Essa combinação de medidas permitiu que Kaley voltasse para casa e, um ano depois, reencontrasse quem ajudou a salvar sua vida.