
Canal de apoio a Lula chega a 7 milhões de seguidores no WhatsApp (Foto: Instagram)
O canal Exército do Lula ultrapassou 7 milhões de seguidores no WhatsApp na manhã desta quarta-feira, 21 de outubro. A marca foi comemorada pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), coordenador da iniciativa, que afirmou que a mobilização pode ajudar o presidente Lula a se reeleger. O crescimento ocorre na reta final do segundo turno, marcado para domingo, 25, e coincide com a alta de interações de influenciadores de esquerda medida pela consultoria Bites; outros levantamentos citados são da consultoria Quaest. Também fazem parte do contexto da campanha o debate da Globo, o debate da Band, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Kassio Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro, e o adversário Flávio Bolsonaro (PL).
++ Método baseado em IA chama atenção por transformar perfis comuns em negócios digitais
Um registro da página, feito às 9:50 da manhã de hoje, mostrou que o canal havia alcançado o novo total. Foram quase 2 milhões de inscritos a mais em 24 horas. Em vídeo publicado hoje nas redes, Janones celebrou o resultado e explicou o raciocínio usado para afirmar que os seguidores poderiam contribuir para a reeleição de Lula. Ele propôs imaginar que a eleição aconteceria no dia seguinte e que cada participante buscasse um eleitor que não votou no primeiro turno. Na avaliação do deputado, essa mobilização seria suficiente para garantir a vitória. Janones também anunciou uma live de 24 horas seguidas, prevista para depois do debate da Globo, na próxima sexta-feira.
A meta dos 7 milhões veio após uma sequência de objetivos estabelecidos pelo coordenador. Na terça-feira, 20, quando o canal tinha pouco mais de 5 milhões de seguidores, Janones anunciou que interromperia novas publicações até que os participantes atraíssem 6 milhões de pessoas. O número foi atingido em poucas horas, e então o parlamentar elevou o objetivo para 7 milhões. A nova marca foi alcançada na manhã desta quarta-feira.
O Exército do Lula foi criado por André Janones para organizar a atuação digital de apoiadores do presidente durante a campanha eleitoral. Em vez de permitir que todos conversem, como acontece em um grupo tradicional, o canal funciona como uma central de distribuição de mensagens. Janones envia orientações e tarefas para os seguidores realizarem nas redes sociais. Entre as ações indicadas estão curtir, comentar e compartilhar publicações favoráveis a Lula, usar hashtags e divulgar vídeos, entrevistas e outros conteúdos da campanha.
Outra orientação é evitar interações com publicações favoráveis ao adversário Flávio Bolsonaro (PL). Isso inclui não assistir, curtir ou compartilhar conteúdos contrários ao presidente. A estratégia busca concentrar a atenção dos participantes em publicações favoráveis a Lula e, com isso, influenciar a distribuição dos conteúdos pelos algoritmos no Instagram, Facebook e TikTok.
Um levantamento da consultoria Bites apontou que, entre 4 e 11 de outubro, primeira semana do segundo turno, as interações de influenciadores de esquerda nas plataformas da Meta cresceram 783%. Para os influenciadores de direita, o avanço foi de 162%. No Instagram, a diferença foi maior: perfis de esquerda tiveram alta de 1.195% nas interações, enquanto os de direita cresceram 241%. Em números absolutos, os influenciadores de esquerda somaram 49 milhões de interações, diante de 45 milhões dos perfis de direita. Na série analisada, foi a primeira vez no ano que a esquerda superou a direita nesse indicador.
A consultoria Quaest divulgou outro levantamento após o debate presidencial da Band, realizado no domingo, 18. No Índice de Popularidade Digital (IPD), Lula marcou 83,3 pontos, contra 76,6 de Flávio Bolsonaro. O indicador considera fatores como engajamento, mobilização, presença nas redes sociais, volume de comentários e interesse dos usuários. A análise também apontou desempenho positivo de Lula na mobilização digital e no crescimento de seguidores após o debate. Os dados indicam uma recuperação da presença digital do presidente, mas não permitem determinar isoladamente quanto desse resultado foi causado pelas ações do canal de Janones.
O canal também esteve envolvido em uma disputa judicial durante a campanha. Em outubro, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro, determinou a suspensão do Exército do Lula. A decisão provocou questionamentos da campanha de Lula e foi seguida por decisões judiciais divergentes. O canal voltou a funcionar depois de ser formalmente registrado pela campanha no TSE, em 13 de outubro, conforme exigência da Justiça Eleitoral; naquele momento, reunia 4,3 milhões de inscritos. Em 17 de outubro, chegou a 5 milhões. Com os 7 milhões alcançados nesta quarta-feira, a mobilização amplia seu alcance nos últimos dias antes da votação do segundo turno.








