
Cristiane Gomes da Silva, mãe de Ana Clara, participou neste sábado (24) do ato em apoio a Lula, em Copacabana, e pediu justiça pela filha, morta aos cinco anos em 2021. (Foto: Instagram)
Cristiane Gomes da Silva, mãe de Ana Clara, esteve no ato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, neste sábado, 24. A menina foi morta aos cinco anos, em 2021, atingida por um tiro de fuzil. A mobilização em apoio ao petista reuniu uma multidão na orla.
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Cristiane também acompanhou Lula no debate da TV Globo, na sexta-feira, 23. Durante o encontro, Flávio Bolsonaro (PL), adversário do presidente no segundo turno, foi questionado sobre sua atuação na defesa do policial acusado de matar Ana Clara.
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Ana Clara morreu em fevereiro de 2021, enquanto brincava na porta de casa, na região do Badu, em Niterói (RJ). Cristiane afirmou que não havia traficantes no local nem troca de tiros quando a filha foi atingida. O caso levou à denúncia do policial militar Bruno Dias Delaroli pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, por homicídio doloso.
Flávio Bolsonaro atuou na defesa do policial por meio de um pedido apresentado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). A iniciativa buscava impedir que o caso fosse levado a júri popular. No debate, Lula perguntou ao senador por que ele havia defendido o PM acusado de assassinar a criança.
Ao responder, Flávio confundiu o nome de Cristiane com o da filha e se dirigiu a ela como “senhora Ana Clara”. Da plateia, a mãe reagiu: “Ana Clara morreu”. Durante o debate, Cristiane afirmou que não recebeu resposta à pergunta sobre a defesa do policial.
“Eu não tive resposta qualquer. Por que ele defendia o assassino da minha filha? Ele inventou um confronto ali, como o policial inventou no dia. Ele nem sabe da história”, comentou Cristiane.
Na manifestação pró-Lula deste sábado, participantes pediram justiça por Ana Clara e levaram cartazes e camisetas em solidariedade à mãe. No ato, Lula pediu que apoiadores procurassem eleitores que não votaram no primeiro turno e os convencessem a comparecer às urnas. O petista classificou a mobilização como uma das mais bonitas de sua trajetória em Copacabana.
À tarde, Lula participaria de uma caminhada na Avenida Paulista, apontada como a última mobilização de rua antes da votação de domingo, 25. Flávio, depois de um ato em Belo Horizonte, estava na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, também para o encerramento da campanha nas ruas.
