Estudante doa rim à professora, e os dois viram irmãos de coração

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Ali Dawson doou um rim à antiga professora Sonia Leonardo e ajudou a salvar sua vida. (Foto: Instagram)

Ali Dawson, hoje com 39 anos, doou um rim à professora Sonia Leonardo e ajudou a salvar sua vida. Ele conheceu Sonia no King’s College Hospital, em Londres, e o transplante foi realizado no Guy’s Hospital, também em Londres, na Inglaterra. A história dos dois voltou a ganhar destaque em outubro, enquanto eles compartilham a experiência para incentivar a doação de órgãos. Em 2023, Ali recebeu um prêmio da Sociedade Britânica de Transplantes por seu trabalho voluntário de conscientização.

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Sonia, que é de Portugal, tem doença renal policística, uma condição hereditária que causa cistos nos rins e pode prejudicar o funcionamento desses órgãos. Em 2016, o quadro se agravou e os médicos disseram que ela precisava iniciar diálise imediatamente. A professora fazia diálise várias vezes ao dia e, sem familiares ou amigos compatíveis, foi incluída na lista de espera por um doador falecido. Ela contou que a insuficiência renal avançou rapidamente e que foi difícil aceitar a situação, que imaginava enfrentar apenas aos 60 anos, não antes dos 40.

Ali não mantinha contato frequente com a antiga professora havia alguns anos. Uma publicação da irmã de Sonia no Facebook chamou sua atenção, e ele procurou saber o que estava acontecendo. Ao descobrir que ela precisava de um transplante e ainda não tinha encontrado um doador, Ali se ofereceu para doar um dos rins. Sonia ficou surpresa e, de início, resistiu à proposta, pois considerava Ali jovem demais para uma cirurgia daquele porte. Ele, porém, estava decidido a ajudá-la.

Os dois tinham o mesmo tipo sanguíneo, O, e Ali passou pelos exames para verificar se era compatível. Os resultados confirmaram que poderia ser o doador. A cirurgia aconteceu em 30 de maio de 2017, no Guy’s Hospital. Ali relatou que os médicos ficaram surpresos com a compatibilidade: Sonia é de Portugal e ele é do Irã; segundo ele, pessoas da mesma etnia costumam ser mais compatíveis. O procedimento foi bem-sucedido, e Sonia recuperou a função renal.

Ali conheceu Sonia quando estudava radiografia no King’s College Hospital, por volta de 2010. Ela tinha 51 anos e, segundo ele, foi a melhor professora que já teve. Ali afirmou que a vontade de ajudá-la surgiu assim que soube da necessidade do transplante. Hoje, trabalha como técnico em radiologia diagnóstica, carreira que atribui ao incentivo e à formação recebida da professora. Grata pela doação, Sonia apelidou carinhosamente o rim transplantado de “Mini Ali”; desde a cirurgia, ela não depende mais de diálises para sobreviver.

A doação fortaleceu a relação entre os dois para além dos antigos papéis de professora e aluno. Depois da experiência, Ali passou a defender a doação de órgãos em vida e, em 2023, recebeu o prêmio da Sociedade Britânica de Transplantes pelo trabalho voluntário de conscientização. Agora, os dois decidiram contar a história para mostrar a importância da doação e incentivar outras pessoas a conhecerem o processo. Ali disse que doar o rim foi uma das experiências mais felizes de sua vida, sentimento que, segundo o relato, também foi compartilhado por Sonia.