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Campopiano critica Erika Hilton após recorde de votos para a Câmara


Eduarda Campopiano chama Erika Hilton de “homem biológico” em postagem no X (Foto: Instagram)

A deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL-SP) recorreu ao X nesta segunda-feira (5.out.2026) para se referir à colega Erika Hilton (Psol) como “homem biológico” e zombar do fato de ela ter sido a mulher mais votada para a Câmara dos Deputados. Na publicação, Campopiano ironizou como seria para Hilton “saber que nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo” e questionou o mérito do feito de sua adversária.
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Erika Hilton foi reeleita deputada federal com 1,5 milhão de votos, consolidando-se como a mulher mais votada na história do país para ocupar um assento na Câmara. Campopiano, por sua vez, angariou 1,9 milhão de votos para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), tornando-se a mulher mais votada do legislativo estadual paulista. Essas expressivas votações marcam ambos os mandatos e reforçam a força política das duas parlamentares em esferas diferentes do Poder Legislativo.
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O episódio evidencia o abismo ideológico entre as duas representantes. Campopiano, que se autointitula “a maior inimiga das feministas”, tem manifestado a intenção de barrar propostas alinhadas a pautas de gênero e direitos LGBT+. Já Erika Hilton mantém em sua plataforma o fim da escala de trabalho 6 X 1, a ampliação de direitos da comunidade LGBT+ e a defesa de políticas de inclusão social, reforçando um perfil mais progressista.

Segundo informações divulgadas pela assessoria de Hilton, a deputada estadual eleita Sofia Favero (Psol-SP), afilhada política de Erika, protocolou uma representação junto ao Ministério Público de São Paulo contra Campopiano, acusando-a de transfobia e violência política de gênero. De acordo com o comunicado, Favero já está cuidando das providências judiciais e todos os trâmites legais serão rigorosamente acompanhados.

Analistas políticos e ativistas observam que esse embate intensifica a disputa entre PL-SP e Psol-SP em São Paulo e traz à tona discussões sobre transfobia e violência de gênero no meio legislativo. Nas redes sociais, a postagem de Campopiano foi criticada por representantes da comunidade LGBT+ e por defensores dos direitos das mulheres, que classificaram o termo “homem biológico” como discurso de ódio. Especialistas apontam que o episódio poderá influenciar o clima da próxima legislatura e afetar o andamento de votações de pautas identitárias.

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