
Ministro Paulo Pereira recebe João Campos no Aeroporto Juscelino Kubitschek antes da estratégia de Lula para o segundo turno (Foto: Instagram)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou uma reunião nesta segunda-feira (5.out.2026) para definir a estratégia de sua campanha no segundo turno. O encontro, agendado para as 17h no Hotel San Marco, na Asa Sul, em Brasília, reunirá candidatos que tiveram apoio do presidente em disputas pelos governos estaduais e pelo Senado. O objetivo é traçar ações e organizar o apoio político após o desempenho no primeiro turno.
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Aliados começaram a chegar à capital federal por volta das 15h05. O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, esteve no aeroporto Juscelino Kubitschek para recepcionar o ex-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), logo após seu desembarque. A movimentação antecipada indica a urgência na formação de um bloco político unificado para o próximo confronto eleitoral.
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O governador eleito da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), também marcou presença e foi visto chegando ao hotel para o encontro de emergência. Junto com ele, o senador eleito João Azevêdo (PSB) conversou com colegas de partido sobre possíveis coligações regionais. A ideia é aproveitar as alianças já consolidadas para reforçar a campanha presidencial.
Participaram ainda do encontro o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), e dois senadores petistas reeleitos: Rui Costa e Jaques Wagner. Todos discutiram planos de mobilização nos estados em que obtiveram vitória para ampliar a base de apoio de Lula. Os participantes destacaram a importância de manter a coesão do campo progressista em todo o país.
No primeiro turno, Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) garantiram vaga no segundo turno, que será disputado em 25 de outubro. Flávio registrou 47,03% dos votos válidos (56.104.503 votos) e Lula obteve 45,16% (53.879.538 votos). Esse resultado representa a menor diferença percentual entre candidatos desde 1989.
Após a divulgação dos números, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, minimizou a vantagem de Flávio sobre Lula, afirmando tratar-se de “apenas 2%”. Ele ressaltou a disposição do partido em buscar apoios fora da base tradicional, mencionando diálogos com lideranças interessadas em “construir um Brasil livre das milícias e voltado para o futuro”.
A equipe de campanha deverá focar agora nos 39,1 milhões de brasileiros que não votaram validamente no primeiro turno, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral. Lula anunciou que fará um apelo direto a esse eleitorado, incluindo abstenções, votos brancos e nulos, garantindo que está “muito confiante no mata-mata”.
