Lula afirma que Brasil não exportará mais suas riquezas minerais como antes

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Lula defende valorizar minerais críticos no Brasil (Foto: Instagram)

Lula ressaltou que o modelo de exportar matérias-primas sem qualquer transformação precisa ficar no passado. Segundo ele, os minerais críticos – recursos estratégicos para a economia global – devem ser beneficiados e industrializados dentro do Brasil, de forma a gerar maior valor agregado e estimular a cadeia produtiva local. Esse posicionamento marca um esforço para mudar a dinâmica histórica de saída de riquezas sem processamento.

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O presidente e candidato à reeleição defendeu que o País invista em tecnologia e infraestrutura voltadas especificamente aos produtores de minerais críticos. A proposta inclui a adoção de equipamentos, métodos de extração mais eficientes e sistemas de beneficiamento avançados, além da oferta de cursos técnicos e de formação profissional. Dessa forma, o Brasil consegue atrair investimentos e reduzir a dependência de insumos importados.

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Em entrevista ao programa Canal Livre, que foi ao ar na noite do domingo (27) pela BandNews TV, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o desenvolvimento tecnológico é fundamental para que o país “não fique devendo nada ao mundo”. O presidente reforçou a importância de manter toda a cadeia produtiva – desde a extração até a fabricação de componentes – sob responsabilidade nacional.

Durante o bate-papo, Lula destacou que a estratégia passa por extinguir o modelo de exportação bruta em larga escala. “Nós não vamos exportar mais as nossas riquezas do jeito que eram exportados”, declarou, resumindo a meta de alterar profundamente a forma como o Brasil comercializa seus recursos naturais.

Outro ponto enfatizado pelo petista foi a criação de programas de formação técnica e superior para jovens que pretendem atuar no setor mineral. Segundo ele, serão “milhares e milhares de jovens” capacitados para atuar em todas as etapas do processo de transformação, desde a pesquisa geológica até os setores de fundição e manufatura de produtos de alto valor agregado.

Lula acredita que essa política de agregar valor aos recursos minerais contribuirá para a geração de empregos qualificados, o fortalecimento da indústria nacional e o aumento da competitividade do Brasil no mercado internacional. A visão é de que, ao manter o processamento dentro do território, o país passe a arrecadar mais impostos e desenvolver polos tecnológicos regionais.

Por fim, o presidente enxerga na mudança de modelo uma oportunidade de consolidar o Brasil como uma nação de classe média, com maior distribuição de renda e qualificação profissional. Para ele, aproveitar o potencial dos minerais críticos internamente representa um passo essencial rumo à soberania econômica e ao crescimento sustentável.