
Monte Fuji refletido no lago Kawaguchi (Foto: Instagram)
Em 14 de setembro de 2026, o governo regional de Yamanashi informou que as operações de resgate por helicóptero para alpinistas que escalem o Monte Fuji fora do período oficial – que vai de julho até o início de setembro – e sem notificar previamente as autoridades, serão tarifadas. A proposta integra um pacote de medidas destinado a coibir práticas de escalada consideradas imprudentes na montanha. Entre as ações previstas estão o monitoramento mais rigoroso das rotas e maior fiscalização dos acessos.
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As autoridades da província vizinha de Shizuoka definiram que os montanhistas deverão registrar, com antecedência, seus planos de subida quando pretendem escalar o Monte Fuji fora do intervalo oficial. A ausência desse registro poderá resultar em penalidades, inclusive a cobrança pelos custos de resgate. Atualmente, o cadastro prévio é voluntário durante todo o ano, mas a intenção é torná-lo obrigatório no período extraoficial e vincular o registro à cobertura dos custos de salvamento.
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Comunidades locais defendem que aqueles que não enviarem seus planos de escalada arcarão integralmente com os custos dos resgates aéreos. No entanto, em Shizuoka, as autoridades apontam obstáculos institucionais para implementar imediatamente tais cobranças e permanecem avaliando a inclusão de outras penalidades ao pacote de restrições. Ainda assim, Yamanashi e Shizuoka compartilham a montanha, que se eleva a 3.776 metros na ilha de Honshu, e atuam conjuntamente na definição dos critérios de acesso e segurança.
O Monte Fuji, um vulcão ativo de 3.776 metros de altitude e considerado de baixo risco de erupção, atrai mais de 200 mil visitantes por temporada oficial, de julho até início de setembro. Fora desse período, alguns escaladores buscam enfrentar condições extremas, como ventos gélidos e encostas cobertas de gelo, o que eleva o grau de dificuldade e o perigo.
De acordo com a agência Kyodo News, cresceu o número de alpinistas que improvisam subidas fora da época adequada, forçando equipes de resgate a realizar operações em condições invernais severas, sem custo para os escaladores. Essa situação tem gerado insatisfação entre moradores e autoridades, que argumentam que os recursos públicos estão sendo mobilizados em missões arriscadas sem responsabilidade dos viajantes.
Embora os detalhes ainda estejam em fase de definição, a imprensa local divulgou que Yamanashi pretende cobrar aproximadamente 10 dólares por minuto de uso de helicóptero em resgates fora da temporada. Essa taxa não será aplicada a quem estiver adequadamente equipado e tiver apresentado seu plano de escalada antes do início da subida. Segundo a emissora Fuji TV, a nova regra deve entrar em vigor em setembro de 2027.








