
Fernando Haddad participa de ato “Juntas com Haddad e Lula” na Praça da Sé ao lado de lideranças femininas e indígenas. (Foto: Instagram)
Neste domingo (27), Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, declarou que “até a mãe de Cristo não escapou do bolsonarismo no Brasil” ao criticar o que considerou desrespeito à fé e às mulheres durante a campanha. A fala ocorreu no ato “Juntas com Haddad e Lula”, realizado na Praça da Sé, no centro da capital paulista.
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Em um encontro voltado à mobilização feminina, o ex-ministro da Fazenda destacou que a violência contra as mulheres atingiu “patamares absurdos” no Estado e ressaltou que “o exemplo está vindo de cima”, referindo-se às atitudes dos governantes.
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Haddad também falou sobre o aumento das agressões raciais em São Paulo. Segundo ele, “essa agressão contra as mulheres, essa agressão racial que nós estamos vendo crescer em São Paulo, ela está vindo de quem nos governa”, o que, na visão do petista, reflete uma escalada de violência incentivada pela retórica oficial.
O candidato ainda dirigiu críticas ao governador e postulante à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Haddad afirmou que o atual chefe do Executivo paulista e os candidatos de sua base ao Senado chegaram a ofender Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), chamando-as de “forasteiras” por concorrerem em São Paulo.
“Imagina o Tarcísio, que nem sabe o que é São Paulo até hoje, dizer que a Marina e a Simone são forasteiras. Olha quem está falando”, ironizou Haddad, que acrescentou: “O cara até hoje não tem um endereço fixo no Estado de São Paulo. Nem vai ter, porque nós vamos despachar ele para Brasília”.
Ao abordar o cenário nacional, o petista intensificou o tom e mencionou Nossa Senhora. “Até a mãe de Cristo não escapou do bolsonarismo no Brasil”, repetiu, fazendo alusão a publicações falsas que associaram Flávio Bolsonaro (PL) a um suposto plano para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Flávio negou qualquer apoio à medida.
Para encerrar o discurso, Haddad condenou a postura que considera desrespeitosa com a fé e a dignidade alheia: “É de uma indignidade, de um desrespeito, é nojento o que esses caras fazem com a fé das pessoas, com a dignidade das pessoas”. Ele conclamou ainda o eleitorado: “Onde houver Bolsonaro, que nós levemos Lula, e onde houver Tarcísio, que nós levemos Haddad”.
