
Simpatizantes de Flávio Bolsonaro participam de carreata em apoio ao senador, exibindo máscara do político e sinal de vitória. (Foto: Instagram)
O senador Flávio Bolsonaro acusou o PT de, com apoio interno na CNBB, disseminar boatos sobre sua suposta intenção de retirar Nossa Senhora Aparecida do título de padroeira do Brasil. O pronunciamento ocorreu neste domingo (27), em entrevista concedida em Goiânia, quando ele criticou também a decisão do STF de reativar postagens relacionadas ao tema.
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Segundo o parlamentar e candidato do PL à Presidência, “a maior fake news da campanha foi essa sobre Nossa Senhora Aparecida. Nada indica movimento para retirá-la do posto de padroeira do Brasil. Jamais existiu projeto ou proposta nesse sentido. E o PT, eu sei, vinha há dias tentando alimentar essa mentira. Conseguiu isso com ajuda de gente de dentro da CNBB. Infelizmente, essa é a realidade”.
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Flávio Bolsonaro ainda reclamou da medida do ministro Flávio Dino, do STF, que reativou as publicações derrubadas pelo colega André Mendonça, do TSE. “Esse último ‘canetaço’ do Flávio Dino é uma defesa da liga da mentira do PT. Eles têm uma gigantesca teia de perfis falsos e interfaces pagas com dinheiro público, orquestradas para propagar desinformação”, declarou o senador.
PT e CNBB não responderam aos pedidos de comentário, e o espaço permanece aberto para manifestações.
A associação do nome de Bolsonaro ao suposto projeto começou a circular na quinta-feira (24) após o programa Em Pauta, da GloboNews, noticiar que a Igreja Católica preparava reação a uma mobilização de evangélicos para retirar o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida. O tema foi apresentado como potencial influência eleitoral sobre os fiéis católicos.
Poucas horas depois, a própria GloboNews corrigiu a matéria, esclarecendo que a proposta havia sido apresentada na Câmara dos Deputados em 2007 e arquivada em 2008, e solicitou desculpas pelo equívoco. Ainda assim, o boato se espalhou, somando quase um milhão de publicações nas redes sociais em menos de três dias, segundo levantamento citado pelo Estadão, e chegou a ser reforçado pelo influenciador Jeferson de Oliveira Monteiro, o “Dilma Bolada”.
Na sexta-feira (25), o ministro André Mendonça determinou a remoção de 1.125 publicações que vinculavam o senador ao projeto, atingindo conteúdos no X, Facebook, TikTok e YouTube, por considerá-los “notoriamente inverídicos”. Neste domingo, porém, Flávio Dino, do STF, atendeu a um pedido do humorista Antonio Tabet e anulou a decisão de Mendonça, alegando que não havia, nos conteúdos, gravidade suficiente para justificar restrições tão severas à liberdade de expressão e de crença, estendendo a reversão a outras publicações removidas sob o mesmo fundamento.








