
Urna eletrônica do TSE com teclado numérico e botões “BRANCO”, “CORRIGE” e “CONFIRMA” (Foto: Instagram)
A urna eletrônica está em uso nas eleições brasileiras desde 1996 e, ao longo de quase três décadas, passou por constantes aperfeiçoamentos. O sistema incorpora mecanismos de fiscalização e auditoria antes, durante e após a votação, garantindo maior transparência ao processo eleitoral. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não há registros comprovados de fraude na coleta de votos, na apuração ou na totalização desde a implantação da urna eletrônica. Essa confiabilidade é reforçada por iniciativas estruturadas para impedir adulterações ou interferências externas.
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A Justiça Eleitoral disponibiliza mais de 40 procedimentos de auditoria ao longo do ciclo eleitoral, com a participação de partidos políticos, do Ministério Público, da OAB, do Congresso Nacional e de outras entidades. Entre as etapas estão a abertura dos códigos-fonte, o teste público de segurança para identificar vulnerabilidades, a assinatura digital dos sistemas, a lacração dos programas e a verificação de autenticidade e integridade das urnas. Ao final, há conferência dos resultados gerados pelo equipamento.
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Antes do pleito, os softwares que operam nas urnas são submetidos à inspeção e testes rigorosos. Durante a cerimônia de assinatura digital e lacração, as instituições fiscalizadoras acompanham a apresentação dos programas, que recebem códigos de verificação (hashes) e assinaturas digitais após a compilação. Os sistemas então são gravados em mídias lacradas para uso nos equipamentos oficiais. Além disso, o código-fonte fica disponível para análise e especialistas participam do teste público de segurança, corrigindo eventuais falhas antes do dia da votação.
No dia da votação, a urna eletrônica opera de forma totalmente off-line, sem conexão a internet, Wi-Fi ou Bluetooth. Ao término da seção, o equipamento imprime o Boletim de Urna (BU) e grava os resultados em uma mídia destacável. Conforme explica o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, a mídia é então recolhida e utilizada para transmitir os dados ao sistema de totalização, por meio de uma rede exclusiva da Justiça Eleitoral.
Em caso de queda de energia, a urna possui bateria interna que garante seu funcionamento até o encerramento das votações. Para validar o eleitor nas seções, o mesário checa a documentação e, quando disponível, a biometria confirma a identidade. Se o reconhecimento falhar, há procedimentos previstos para permitir o voto após verificações adicionais, assegurando que nenhum eleitor seja impedido injustamente de participar do processo.
O registro digital do voto (RDV) guarda cada voto individualmente, o que permite recontagens e auditorias posteriores, caso sejam necessárias. Outro mecanismo de controle é o Teste de Integridade das Urnas, que compara votos lançados manualmente em cédulas de papel com os registrados pela urna em ambiente controlado. Em agosto de 2026, o Senado inaugurou a exposição “O Caminho do Voto – a jornada da democracia”, exibindo etapas desde o desenvolvimento do sistema até a apuração. O evento foi aberto pelo presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, e pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
