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Trump ordena que jornalista “fique quieta” após questionamentos sobre banimento de veículos na Casa Branca


Trump manda jornalista ‘ficar quieta’ ao deixar Casa Branca (Foto: Instagram)

Na tarde de sábado (26.set.2026), ao deixar a Residência Oficial, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), mandou a jornalista Akayla Gardner, do canal MS Now, “ficar quieta” após ela questionar sua decisão de excluir alguns veículos de imprensa do acesso à Casa Branca.

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Gardner perguntou por que Trump havia decidido proibir certos meios de comunicação de cobrir seu governo. “O senhor só aceita perguntas de quem o apoia?”, indagou a repórter. Em resposta, o presidente afirmou: “Não, não, não. Quero notícias verdadeiras, não notícias falsas – como as suas”. Quando ela insistiu sobre as perguntas difíceis, Trump retrucou: “Fique quieta” e acusou os veículos banidos de espalharem informações equivocadas a seu respeito.

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O momento foi exibido no perfil oficial da presidência dos Estados Unidos na plataforma X. Em seu segundo mandato, Trump tem direcionado com maior frequência ordens do tipo “cale a boca” a jornalistas, especialmente mulheres. Em 17 de agosto, ele pediu que Kristen Holmes, da CNN, ficasse “quieta” após questionamentos sobre exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul. Em novembro de 2025, chamou Catherine Lucey, da Bloomberg, de “porquinha quieta” e, em fevereiro deste ano, chamou Kaitlan Collins, também da CNN, de “a pior repórter”. Em junho, chegou a abandonar uma entrevista no programa Meet the Press, da NBC, depois de chamar Kristen Welker de “corrupta ou estúpida”.

Em 18 de setembro, Trump anunciou o bloqueio de acesso à Casa Branca para os veículos CNN, MS Now e Politico, alegando que suas reportagens continham informações falsas. As credenciais dos repórteres foram desativadas no dia seguinte, gerando protestos de outras empresas jornalísticas, que suspenderam sua participação no sistema de cobertura conjunta do complexo presidencial.

Na última quinta-feira (24.set.2026), uma decisão federal restabeleceu temporariamente o acesso dos veículos banidos, mas, no mesmo dia, jornalistas e produtores do MS Now e da CNN foram impedidos por assessores de Trump de cobrir o jantar de Estado em homenagem ao presidente chinês Xi Jinping (Partido Comunista da China).

No sábado (26.set), a CNN estava escalada para acompanhar o presidente em uma visita a Knoxville, no estado do Tennessee, para um jogo de futebol americano universitário. No entanto, apenas a Real America’s Voice News – rede pró-Trump – teve permissão para cobrir o evento, sem compartilhar as imagens com outras empresas de comunicação.

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