
Aliados de Lula acusam ministro do TSE de censura ao remover publicações sobre Our Lady Aparecida (Foto: Instagram)
No sábado, 26 de setembro de 2026, aliados do presidente Lula manifestaram forte reprovação à decisão do ministro do Tribunal Superior Eleitoral André Mendonça de determinar a remoção de publicações que veiculavam a falsa informação de que Flávio Bolsonaro (PL) planejava tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Entre os críticos estão o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), o deputado federal Marcelo Freixo (PT-RJ) e o deputado Chico Alencar (Psol-RJ), que classificaram a medida como ato de censura.
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Em sua conta no X, José Guimarães afirmou que “impedir católicos” de expressar devoção seria “um triste capítulo de censura” e garantiu que “ninguém vai nos calar”. Já Chico Alencar foi mais direto, dizendo que Mendonça atendeu ao pedido de Flávio e censurou a publicação sem transparência. “Isso é um escândalo!”, declarou o parlamentar, que integra a base de apoio ao governo no Congresso.
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Marcelo Freixo também questionou a ação do ministro e comparou a decisão a outras que Mendonça já havia tomado, em especial no relator do caso do Banco Master. Freixo ressaltou que seu vídeo não continha ofensas ou notícias falsas e indagou por que tantos conteúdos foram retirados de forma “arbitrária e sem qualquer justificativa”. O deputado sugeriu haver favorecimento a candidaturas específicas.
Na sexta-feira, 25 de setembro, Mendonça expediu ordem para que plataformas como X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube tornassem indisponíveis todos os materiais que afirmassem, sem provas, que Flávio Bolsonaro ou seus familiares teriam proposta para retirar o patrocínio de Nossa Senhora Aparecida. O ministro classificou essas alegações de “notoriamente inverídicas” e ampliou decisão prévia de Flávio contra o ator e humorista Antonio Tabet.
A primeira determinação surgiu após a campanha de Flávio apresentar ao TSE levantamento que identificou 2.086 publicações em 1.674 contas, somando mais de 21 milhões de visualizações. Entre os perfis afetados estão os de políticos da esquerda como Erika Hilton (Psol-SP), Rogério Correia (PT-MG), Ivan Valente (Psol-SP), o teólogo Leonardo Boff, o ex-deputado Jean Wyllys, o vereador Pedro Rousseff e grupos como o MST.
Na sentença, Mendonça destacou que a medida não se destinava a remover críticas, sátiras ou opiniões contrárias a Flávio Bolsonaro, mas apenas manifestações que propagassem a falsidade. A origem da fake news remonta a um projeto de lei de 2007, apresentado pelo então deputado Victório Galli e arquivado em 2008, sem qualquer relação com propostas de Flávio Bolsonaro.
Antes da decisão judicial, George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secom, compartilhou no X uma mensagem pedindo para “deixar o assunto rolar”. A falsidade ganhou força após a jornalista Maria Cristina Fernandes, no programa “Em Pauta” da GloboNews, afirmar que evangélicos mobilizavam projeto para retirar o título de padroeira. A emissora corrigiu o erro e pediu desculpas na madrugada de sexta-feira.
