
Han Zheng, vice-presidente da China, na Assembleia Geral da ONU (Foto: Instagram)
Durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU, o vice-presidente da China, Han Zheng, reafirmou o compromisso do país com a estabilidade global e a resolução pacífica de conflitos. Ele destacou que as ações de Pequim visam fortalecer a cooperação internacional e evitar confrontos desnecessários, defendendo uma postura diplomática baseada no diálogo e no entendimento mútuo.
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Han Zheng apresentou quatro iniciativas estratégicas propostas pelo presidente Xi Jinping, focadas em desenvolvimento, segurança, civilização e governança global. Ele enquadrou esses planos como instrumentos para aprimorar a coordenação multilateral, ampliar parcerias econômicas e construir uma arquitetura internacional mais inclusiva e equilibrada.
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No segmento dedicado às crises mundiais, o vice-presidente reafirmou a rejeição da China à mentalidade de Guerra Fria e defendeu a solução de dois Estados como caminho para a paz entre israelenses e palestinos. Além disso, ele reiterou o apoio de Pequim à reconstrução de Gaza e declarou que a China permanece empenhada em encontrar, por vias políticas, uma saída para o conflito na Ucrânia, seguindo as diretrizes de Xi para o processo.
Han Zheng ainda explicou que a abordagem chinesa de segurança se baseia em quatro pilares — comum, abrangente, cooperativo e sustentável — e reforçou a necessidade de abandonar confrontos em blocos e visões restritivas do século XX. Segundo ele, somente uma visão de segurança compartilhada pode assegurar a estabilidade a longo prazo.
O vice-presidente enfatizou que divergências devem ser resolvidas por meio de diálogo e consulta, condenando ações militares unilaterais que violem a Carta das Nações Unidas ou contornem o Conselho de Segurança. Ele também ressaltou a responsabilidade especial das grandes potências na manutenção da paz e da segurança internacionais.
Ao abordar especificamente a guerra na Ucrânia, Han Zheng garantiu que a China seguirá promovendo uma solução política para a crise, destacando a importância de preservar a estabilidade econômica global. Ele ainda mencionou a necessidade de manter o fluxo livre das cadeias industriais e de suprimentos, bem como de proteger o comércio internacional.
