Site icon Jetss BR

Luchsinger organizou hospedagem de luxo para Marcola, diz jornal


Marcola passa Réveillon em pousada de luxo em Paraty bancada por herdeiro da Unigel (Foto: Instagram)

O ex-chefe de gabinete de Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, desfrutou de uma estadia de R$ 32,7 mil em uma pousada de luxo em Paraty (RJ) no Réveillon de 2024. O valor, segundo a coluna de Malu Gaspar no jornal O Globo, foi bancado por Leo Slezynger, herdeiro da fabricante de fertilizantes Unigel, após intermediação da lobista Roberta Luchsinger.

++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

Registros obtidos pela Polícia Federal no celular de Luchsinger, que integram um inquérito sigiloso no Supremo Tribunal Federal relatado pelo ministro Flávio Dino, mostram que ela adiantou R$ 13.650 como entrada na reserva. Depois, Slezynger reembolsou esse montante e arcou com o custo total da viagem. Em mensagem enviada em 27 de novembro de 2023, a lobista ressaltou a importância de contar com Marcola em eventos futuros e sugeriu que ele fosse convidado a conhecer a casa de Slezynger.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

As conversas referem ainda ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Luchsinger pediu que Marcola pedisse uma audiência a Silveira, e o ex-chefe de gabinete confirmou ter agendado um encontro às 14h30, pouco antes da agenda oficial do ministro com o presidente da República. Em paralelo, Marcola e uma secretária buscavam opções de hospedagem em Paraty para acomodar a família.

Além da hospedagem, Luchsinger ofereceu a Marcola um veículo blindado para uso de seu núcleo familiar. A oferta foi recusada, conforme apurado. A mulher de Marcola, Nicole Briones, é responsável pela coordenação das redes sociais de Lula e do PT.

Em resposta, a assessoria de Marcola afirmou que o pagamento da pousada trata-se de um empréstimo pessoal concedido por Luchsinger, já integralmente quitado. O Ministério de Minas e Energia divulgou nota esclarecendo que Alexandre Silveira jamais foi procurado por Marcola para solicitações fora de pautas institucionais e que o contato se restringiu a compromissos oficiais. A reportagem não recebeu resposta até a publicação e será atualizada caso haja manifestação.

A investigação que apura desvios de aposentados e pensionistas do INSS, batizada de Sem Desconto, teve sua 1ª fase em 23 de abril de 2025, com mandados contra o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, demitido pelo presidente Lula. Em 14 de maio de 2025, foram cumpridos mandados em Presidente Prudente (SP) contra ligados à Conafer. No dia 4 de junho, houve buscas em Indiaroba e Umbaúba (SE). Em 12 de setembro, a operação Cambota desdobrou o caso, prendendo Antônio Carlos Camilo Antunes (Careca do INSS) e o empresário Maurício Camisotti, além de determinarem a prisão de Nelson Wilians. Em 9 de outubro, 66 mandados de busca foram cumpridos em sete estados, incluindo alvos do Sindnapi, presidido por José Ferreira da Silva. Em 13 de novembro, Stefanutto foi preso por suspeita de receber R$ 250 mil mensais em propina. No dia 18 de dezembro, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) foi alvo de buscas por suposto envolvimento. Em 17 de março de 2026, a operação Indébito cumpriu mandados no Ceará e em Brasília, com alvos como a deputada Gorete Pereira (MDB-CE). Em 27 de maio, foram 31 mandados em três estados e no DF, e em 4 de agosto, familiares de Weverton Rocha e o advogado Willer Tomaz foram investigados por coordenação de pagamentos na fraude.

Exit mobile version