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Kássio Nunes Marques exige que institutos de pesquisa informem uso de áudios e vídeos


Ministro Kássio Nunes Marques durante sessão no plenário do TSE (Foto: Instagram)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, determinou que os institutos de pesquisa deixem claro se recorreram a áudios, vídeos ou imagens ao entrevistar eleitores. A medida visa aprimorar a transparência das informações divulgadas e coibir eventuais práticas que possam influenciar o voto de forma indevida.
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A nova orientação também exige que as empresas detalhem no registro oficial a metodologia completa adotada nos levantamentos, incluindo o uso de mídias nos questionários. Essas mudanças foram formalizadas após debates internos e visam reforçar a credibilidade das sondagens eleitorais.
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O debate ganhou força depois da suspensão de uma pesquisa realizada pelo instituto AtlasIntel, em que teria sido apresentado um áudio do candidato Flávio Bolsonaro solicitando doações ao banqueiro Daniel Vorcaro sem registro prévio junto ao TSE. A liminar que pausou o levantamento foi concedida em junho a pedido da campanha de Bolsonaro, que alegou indução ao eleitor.

Outra inovação incluída por Nunes Marques refere-se à ordem das perguntas aplicadas aos entrevistados. Especialistas já apontam que questões mais sensíveis – como avaliação de governo, intenção de voto e rejeição – devem preceder perguntas que ligam candidatos a fatos ou personagens políticos, para evitar contaminações na opinião pública.

Mantendo o cronograma rígido, o TSE estabeleceu que, até cinco dias antes da divulgação de cada pesquisa, os institutos devem enviar dados sobre quem contratou o trabalho, valor e procedência dos recursos, metodologia aplicada, período de realização das entrevistas, plano amostral e o questionário completo. Com as atualizações, também será necessário especificar a população alvo, o nível de confiança e a margem de erro máxima prevista.

As exigências foram implementadas após reuniões entre o ministro e representantes dos principais institutos de pesquisa em julho deste ano. Quanto ao caso AtlasIntel, o julgamento permanece suspenso por pedido de vista da ministra Estela Aranha, que estendeu o prazo para buscar consenso entre os membros da corte. A análise foi prorrogada em 21 de agosto e ainda aguarda retorno ao plenário do TSE.

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