
Flávio Bolsonaro se manifesta contra boato sobre Nossa Senhora Aparecida (Foto: Instagram)
Um boato que circulou na noite de quinta-feira, 24 de setembro de 2026, afirmava que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) planejava revogar a condição de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. A narrativa se espalhou rapidamente nas redes sociais, gerando indignação entre fiéis e políticos de diferentes espectros.
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A falsidade se baseou em referência ao projeto de lei 2.623/2007, apresentado pelo então deputado Professor Victório Galli, mas arquivado pela Câmara dos Deputados em agosto de 2008. A proposta pretendia alterar o feriado de 12 de outubro, modificando o termo “padroeira do Brasil” para “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. Na prática, o texto nunca foi votado e permanece sem efeito.
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Em vídeo publicado em seu perfil no X, Flávio Bolsonaro afirmou respeitar “todas as religiões e também quem não tem religião” e classificou a história como uma invenção do Partido dos Trabalhadores. Segundo ele, “não há pé nem cabeça” na acusação e o PT, que “chegou ao poder pela mentira”, estaria repetindo o que fez durante a campanha eleitoral.
O tema ganhou ainda mais visibilidade após a jornalista Maria Cristina Fernandes mencionar em debate no programa Em Pauta, da GloboNews, um suposto grupo de evangélicos alinhado ao candidato para retirar o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida. A emissora divulgou uma correção na edição do jornal da meia-noite, compartilhada pelo próprio Flávio.
Entre as reações contrárias à fake news, a ex-ministra da Igualdade Racial Anielle Franco (PT-RJ) ressaltou a importância histórica de Nossa Senhora Aparecida como “símbolo de fé, resistência e identidade do povo brasileiro”. Ela declarou que tentar apagar esse título para fins políticos seria um desrespeito à memória de milhões de católicos no país.
Outras publicações relacionadas ao caso destacaram discursos de bispos que comentaram sobre soberania nacional e orientaram fiéis a exercerem seu direito ao voto de forma consciente, reforçando a separação entre crença religiosa e interesses eleitorais.








