Taxa do Treasury de 10 anos dos EUA chega a 5,11%, maior nível desde 2007

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Cédulas de dólares ilustram alta dos Treasuries de 10 anos a 5,11%, nível mais alto desde 2007 (Foto: Instagram)

O rendimento dos Treasuries – títulos de dívida do Tesouro dos Estados Unidos – de 10 anos atingiu 5,11% na quarta-feira (23.set.2026), o maior patamar desde 2007. Nesse dia, a taxa avançou cerca de 14 pontos-base, chegando ao nível mais elevado do ano e acendendo alertas sobre o custo de empréstimos no mercado americano.

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Na quinta-feira (24.set.2026), esse mesmo título era negociado ao redor de 5,1%. Conforme as cotações intradia, a taxa alcançou aproximadamente 5,16% no mercado secundário, refletindo a volatilidade das operações de curto prazo e o apetite de investidores por papéis longos em meio a expectativas de aperto monetário.

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O avanço das taxas se estendeu por toda a curva de juros dos Treasuries. O papel de vencimento em 30 anos fechou cotado a 5,4%, elevação de 11 pontos-base e maior leitura intradia desde 2007, marcando o fechamento mais alto desde 2004. Já nesta quinta, subiu até cerca de 5,44%, patamar inédito no período. O título de 5 anos, por sua vez, superou 5% pela primeira vez desde 2007 após um leilão regular, enquanto a taxa de 2 anos saltou cerca de 16 pontos-base, chegando a 4,9%, o índice mais alto registrado desde 2024.

Esse movimento nos rendimentos impacta diretamente o custo de financiamentos nos Estados Unidos. Hipotecas residenciais tornam-se mais caras, o spread em empréstimos para veículos tende a subir e o financiamento de longo prazo para empresas sofre reajustes, refletindo maior pressão sobre a economia real e decisões de consumo e investimento.

A escalada nos juros está sendo alimentada por sinais de vigor na atividade empresarial americana. O índice PMI composto preliminar da S&P Global avançou de 56,0 em agosto para 58,4 em setembro, a maior leitura desde julho de 2021. Níveis acima de 50 indicam expansão, reforçando a visão de analistas de que a economia segue aquecida e pode induzir uma nova rodada de aperto pelo Federal Reserve.

Além disso, o barril de petróleo Brent encerrou o pregão com alta de 3,86%, cotado a US$ 103,08, após cinco sessões consecutivas de queda. O movimento foi atribuído à intensificação de tensões no Oriente Médio, especialmente à escalada da guerra no Irã, que reacendeu preocupações sobre oferta global de petróleo e contribuiu para elevar as expectativas de inflação.