A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) concluiu que Isabelle Caracristi, de 22 anos, morreu após uma queda voluntária do prédio onde morava, em Fortaleza, no último dia 13. O resultado foi apresentado na quarta-feira (23), durante coletiva da Polícia Civil do Ceará, enquanto as autoridades continuam investigando as circunstâncias que antecederam a morte da jovem e a possível participação do namorado, João Munhoz Neto, de 34 anos.
Segundo o perito-geral da Pefoce, Júlio Torres, a análise da dinâmica da queda e das imagens registradas no condomínio embasou a conclusão. “A conclusão do nosso laudo pericial criminal é de que houve uma precipitação voluntária do rooftop, de onde ela caiu na posição vertical. Há uma câmera que corrobora essa dinâmica”, declarou.
Quase 700 arquivos de vídeo do condomínio foram analisados durante o trabalho pericial. De acordo com Torres, não foram encontradas alterações nas gravações. “Corroborando que houve de fato um encaminhamento correto e a análise por parte da autoridade policial, chancelando, digamos assim, a integridade desse vídeo”, afirmou.
Apesar da conclusão sobre a dinâmica da queda, a investigação permanece em andamento. O delegado-geral da Polícia Civil do Ceará, Márcio Gutiérrez, afirmou que os elementos técnicos reunidos até agora sustentam a conclusão da perícia. “Nós temos a informação técnica do nosso órgão de perícia que aponta para realmente o suicídio, para a precipitação voluntária”, declarou.
As autoridades ainda apuram o que ocorreu antes da morte de Isabelle e se houve participação de outras pessoas. “Mas nada é descartado, se teve algum auxílio, o que levou até aquele momento, se mais alguém estava naquele ambiente, o horário em que o namorado esteve no apartamento, que horas saiu e retornou, quando ele esteve fora, onde ele estava”, explicou Gutiérrez. A Polícia Civil informou que outras diligências e análises de dispositivos eletrônicos continuam sendo realizadas.
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João Munhoz Neto está preso preventivamente. Segundo a Polícia Civil, ele é investigado por suspeitas relacionadas a induzimento, instigação ou auxílio a suicídio, violência psicológica e obstrução da Justiça. A manutenção da prisão ocorreu após audiência de custódia realizada nesta quarta-feira.
A conclusão pericial sobre a forma como Isabelle caiu, portanto, não encerra a apuração sobre as circunstâncias que antecederam sua morte. A investigação segue para esclarecer os demais pontos do caso e eventual responsabilidade de terceiros.

