
Agentes da Polícia Federal durante inspeção de rotina na sede do Corinthians em São Paulo (Foto: Instagram)
Na manhã desta quinta-feira (24), agentes da Polícia Federal compareceram ao Parque São Jorge, sede administrativa e esportiva do Corinthians, localizado na zona leste de São Paulo. Segundo fontes oficiais, o objetivo foi conferir a regularidade dos documentos e alvarás da empresa contratada para prestar serviços de segurança privada no local. A ação foi conduzida de forma discreta, sem detenção ou apreensão imediata.
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O movimento gerou repercussão porque ocorreu poucos dias após o Ministério Público de São Paulo apresentar uma denúncia apontando supostas irregularidades no contrato de segurança privada do clube. Na última representação, o MPSP sugere que o presidente alvinegro, Osmar Stabile, tem utilizado recursos do Corinthians para custear serviços de vigilância sem a devida transparência. A acusação motivou questionamentos sobre a contratação.
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Conforme comunicado da PF, a visita integra os procedimentos de fiscalização de rotina destinados a empresas de segurança contratadas por entidades esportivas e outros estabelecimentos. Durante a atuação, os agentes conferiram licenças, registros funcionais, alvarás e certificados junto ao sistema da Polícia Federal. O objetivo principal era garantir que a prestadora de serviço atendesse a todas as exigências legais previstas em lei.
Em nota enviada ao Metrópoles, a Polícia Federal esclareceu que a delegacia responsável pela supervisão de segurança privada efetuou uma checagem de praxe nos arquivos e processos da empresa. Até o momento, não há indícios de documentação em desacordo com os requisitos federais. A corporação enfatizou que essa operação faz parte de um cronograma preestabelecido e não estava vinculada a uma investigação específica.
O Corinthians emitiu um comunicado oficial afirmando que a inspeção ocorreu de maneira pacífica e que os documentos foram considerados regulares pelos agentes federais. A diretoria do clube ressaltou que não existe relação direta entre essa ação de rotina e a denúncia protocolada pelo Ministério Público. Além disso, destacou que mantém total transparência em seus contratos e relatórios contábeis.
Na denúncia formulada pelo MPSP, a promotoria aponta que o presidente Osmar Stabile pode ter desviado verbas do Corinthians para custear serviços de segurança privada sem comprovação de licitação ou publicação de editais. Em resposta, a agremiação reafirmou que todas as contratações passam por processos legais, com licitação ou contratação emergencial, conforme previsto no estatuto e na legislação vigente.
Até agora, não houve apreensão de papéis, bloqueio de contas ou abertura de inquérito específico contra o clube. A Polícia Federal classificou a ação como uma inspeção padrão de rotina, parte das atividades regulares de controle de empresas de segurança privada em âmbito nacional. Novas etapas da fiscalização dependem exclusivamente do surgimento de novos elementos que demandem investigação aprofundada.
