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Lula diz que governo de Bolsonaro formou “quadrilha” no INSS e que seu mandato prendeu envolvidos


Lula diz em Maceió que sua gestão desmontou quadrilha do INSS e critica Bolsonaro (Foto: Instagram)

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (24.set.2026), que o governo de Jair Bolsonaro (PL) permitiu a formação de uma “quadrilha” no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O petista garantiu que sua gestão foi a responsável por identificar o esquema, desarticular o grupo e levar os envolvidos à prisão durante ato de campanha realizado na Praça Marechal Deodoro, no centro de Maceió (AL), a 10 dias do primeiro turno das eleições.

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“Você precisa escolher entre quem montou uma quadrilha no INSS ou quem prendeu essa quadrilha. E fomos nós que a desmantelamos”, declarou Lula, lembrando que, segundo ele, o grupo clandestino iniciou as fraudes em 2019. “Eles criaram a quadrilha e nós descobrimos todos, prendemos cada um”, reforçou o presidente.

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O presidente também destacou que o governo federal devolveu R$ 3,5 bilhões a cerca de 5 milhões de aposentados e pensionistas que haviam sido lesados pelas cobranças indevidas. Ainda de acordo com Lula, as autoridades conseguiram bloquear e confiscar R$ 6 bilhões em bens dos suspeitos. A Polícia Federal (PF) apura um suposto esquema de descontos associativos não autorizados que movimentou aproximadamente R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, período que abrange administrações de Bolsonaro e Lula. Em julho, 48 pessoas foram indiciadas num dos inquéritos, incluindo ex-dirigentes do INSS e Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.

A CPI do INSS, instaurada pelo requerimento RQN 7/2025 e instalada em 20 de agosto de 2025, concluiu seus trabalhos na madrugada de 28 de março de 2026 sem aprovar relatório final. O texto redigido pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), foi rejeitado por 19 votos contra 12. Parlamentares aliados de Lula apresentaram proposta alternativa que atribuía a mudanças promovidas no governo Bolsonaro medidas que teriam facilitado as fraudes, mas o documento não chegou a ser votado.

O comício em Maceió reuniu lideranças do PT e do MDB em Alagoas, como o candidato ao governo Renan Filho, o governador Paulo Dantas e o senador Renan Calheiros. Antes de Lula, a primeira-dama Janja Lula da Silva subiu ao palanque para pedir votos e fez críticas ao deputado Flávio Bolsonaro (PL), citando ainda investigações ligadas ao Banco Master.

Ao encerrar o discurso, Lula solicitou apoio para candidatos de seu campo político à Câmara dos Deputados, às assembleias legislativas e ao Senado. O presidente ponderou que eleger aliados é essencial para formar uma base de sustentação em um eventual novo mandato.

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