Bolsas da Ásia: Tóquio avança e Hong Kong recua; China, Seul e Taipé fechadas por feriado

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Bolsas asiáticas têm desempenho oposto em pregão de liquidez reduzida (Foto: Instagram)

Na sessão desta sexta-feira, as principais bolsas da Ásia tiveram desempenho contrastante em meio a um pregão com liquidez reduzida pela ausência de movimentação em diversos centros financeiros da região. Enquanto a bolsa de Tóquio encerrou em alta, o mercado de Hong Kong registrou recuo significativo. O feriado em Xangai, Pequim, Seul e Taipé deixou o calendário mais leve, resultando em volumes de negociação abaixo da média. Investidores monitoraram ainda desdobramentos nos Estados Unidos e no Oriente Médio em busca de pistas sobre perspectivas globais de crescimento e oferta de petróleo.

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O índice Nikkei 225 subiu 1,30%, fechando aos 66.364,20 pontos, impulsionado principalmente pelos papéis dos setores bancário e farmacêutico. A reação positiva dos bancos decorreu de expectativas por elevações nos juros locais, enquanto as grandes farmacêuticas ganharam tração após anúncios de avanços em pesquisas clínicas. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 1,01%, para 24.510,09 pontos, arrastado pela queda generalizada das ações de tecnologia e por receios de revisão das metas de crescimento para o setor nos próximos trimestres. A divergência evidencia que o apetite ao risco segue seletivo entre as praças asiáticas.

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No pregão anterior em Wall Street, o índice S&P 500 e o Dow Jones operaram praticamente estáveis, refletindo o balanço entre otimismo e cautela dos investidores. Segundo analistas, a declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, de que teve uma “ótima reunião” com Xi Jinping em Washington animou o mercado, mas os avanços concretos foram considerados limitados. Os líderes discutiram temas como comércio bilateral, regulação de inteligência artificial e a situação do Irã, sem, no entanto, anunciar acordos formais que pudessem alterar de imediato o panorama econômico global.

O mercado de petróleo acompanhou movimento de desaceleração, com o Brent recuando mais de 1%, cotado próxima a US$ 99 por barril no início da manhã europeia. A correção sucede ganhos expressivos acumulados nas sessões anteriores, alimentados por expectativas de um possível acordo para reabertura do Estreito de Ormuz, canal estratégico para o transporte de cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo.

Na Oceania, a bolsa australiana também não sustentou o ritmo da alta global e registrou leve baixa de 0,43%, com o índice S&P/ASX 200 fechando em 8.665,00 pontos. Entre os setores, os de mineração sofreram pressão após queda nos preços de minério de ferro, enquanto o segmento de serviços de consumo mostrou resistência, apoiado por dados econômicos locais que sinalizam retomada gradual da atividade.