
Donald Trump presta continência durante cerimônia de recepção a Xi Jinping na Base Conjunta Andrews (Foto: Instagram)
O presidente da China, Xi Jinping, chegou aos Estados Unidos na noite de quarta-feira (23) e recebeu uma homenagem pouco comum por parte de Donald Trump. Em vez de aguardar a delegação na Casa Branca, o líder americano foi até a Base Conjunta Andrews, nos arredores de Washington, para saudar seu homólogo ainda na pista de pouso. A recepção incluiu trombetas, banda militar e um tapete vermelho estendido sob a escada do avião, reforçando o simbolismo do evento.
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No momento do desembarque, Trump permaneceu ao pé da escada para cumprimentar Xi e sua comitiva, demonstrando o empenho em marcar positivamente o primeiro encontro físico entre os dois desde maio e a primeira visita de Estado chinesa à capital americana em mais de dez anos. A cena sinaliza uma tentativa de estreitar laços num momento de altas tensões econômicas e geopolíticas entre as duas maiores potências globais.
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Durante o encontro, Trump e Xi devem tratar de temas estratégicos, como inteligência artificial (IA), comércio bilateral, exploração e fornecimento de terras raras, produção de semicondutores e a questão de Taiwan. Fontes indicam ainda a inclusão da situação no Irã e no conflito da Ucrânia na pauta de conversas, analisando possíveis impactos econômicos e de estabilidade regional decorrentes desses contornos diplomáticos.
A visita de Estado está programada para durar três dias. A agenda oficial na Casa Branca inicia-se na quinta-feira (24) com uma cerimônia de boas-vindas ao presidente chinês e à primeira-dama Peng Liyuan. No período noturno, Trump oferecerá um jantar em honra a Xi e aos membros de sua delegação, ressaltando a dimensão cerimonial e política do relacionamento bilateral.
Já na sexta-feira (25), está prevista a recepção de Xi Jinping e Peng Liyuan pelo presidente Trump e pela primeira-dama Melania Trump nos jardins da residência oficial. Na sequência, os dois casais visitarão os Arquivos Nacionais dos Estados Unidos, onde poderão conhecer documentos históricos que narram a trajetória de cooperação e tensão entre Pequim e Washington ao longo das últimas décadas.
O encontro acontece em meio a negociações destinadas a manter a trégua comercial acordada em 2025 e reforçada durante a visita de Donald Trump à China em maio deste ano. Esse pacto, válido até novembro, busca reduzir tarifas e aliviar disputas em setores-chave como tecnologia e comércio exterior. Ainda assim, analistas afirmam que continuam abertas divergências importantes, e que os diálogos desta semana podem definir o rumo das relações sino-americanas para o próximo ano.
