
Piloto bicampeão critica novas regras da F1 antes do GP do Azerbaijão (Foto: Instagram)
O bicampeão mundial Fernando Alonso voltou a criticar as recentes mudanças no regulamento da Fórmula 1 durante as coletivas de imprensa que antecedem o Grande Prêmio do Azerbaijão, marcado para este sábado no circuito de Baku. Piloto da equipe Aston Martin, o espanhol questionou a natureza das novas normas previstas para 2026, afirmando que a liberdade ao volante foi sacrificada em nome de limites de velocidade e controle excessivo. Segundo ele, a essência da competição ficou comprometida.
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Alonso foi incisivo ao acusar a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) de ter ‘assassinado’ diversos traçados com as alterações, que enxugam as disputas por posição na pista. Para ele, o novo formato privilegia a engenharia e as simulações em detrimento da pilotagem pura, tornando as provas menos emocionantes. As restrições impostas — segundo o piloto — dificultam ultrapassagens e limitam o espetáculo, afastando a paixão dos fãs que buscam corridas mais dinâmicas e imprevisíveis.
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“Com o regulamento atual, você precisa pensar muito antes de pilotar, porque tudo é programado, a engenharia, as simulações. Há muito menos diversão ao pilotar esses carros”, reclamou Alonso, durante a coletiva. Ele destacou que as equipes passaram a focar em parâmetros técnicos rígidos, perdendo a espontaneidade dos duelos que marcaram épocas anteriores da categoria. Assim, o estilo de pilotagem sofreu restrições que, para o espanhol, minam a competitividade.
Apesar de o público continuar acompanhando as corridas em massa, Alonso ressaltou que a percepção dentro do cockpit difere bastante da dos torcedores. “Talvez de dentro do cockpit, atrás do volante, especialmente se você já competiu em outras categorias ou pilotou outros carros de F1, haja um pouco de frustração”, disse o piloto. Essa sensação, segundo ele, pode refletir na atração geral pelo esporte, se não houver ajuste nas regras.
O espanhol fez um balanço da temporada até agora, elogiando etapas como Mônaco e Budapeste, classificadas como corridas ‘ótimas’, mas também criticou os momentos apagados ao longo do campeonato. “Este ano houve corridas boas e corridas ruins, e acho que precisamos aprender com elas”, afirmou. Para ele, não faz sentido existir um campeonato de alto desempenho em que os competidores precisam ‘dirigir devagar para ir rápido’.
Como proposta à FIA, Alonso sugeriu diminuir a potência máxima da bateria, permitindo seu uso por períodos mais longos e incrementando as disputas. Ele citou circuitos icônicos que perderam atratividade: “Silverstone, um circuito incrível, já não é divertido. Spa foi quase constrangedor ao passar pela Eau Rouge, Suzuka, a 130R. Há circuitos que foram assassinados este ano”. O espanhol espera que a entidade reveja o regulamento antes de 2026, para resgatar o espírito original da categoria.
