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Após ser “desconvocado”, Renan Santos anuncia ato em frente à Globo


Renan Santos gesticula durante gravação ao anunciar protesto em frente à TV Globo (Foto: Instagram)

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirmou, na quarta-feira (23.set.2026), que convocará uma manifestação em frente à sede da TV Globo, no Rio de Janeiro, após ser excluído do debate presidencial promovido pela emissora. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Santos classificou o episódio como um “desconvite” e anunciou que o ato que planejava realizar na cidade será redirecionado para protestar contra o canal carioca.

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Em trecho da gravação, o candidato ressaltou que a resposta ao que chamou de “desconvite” será feita às margens do prédio da emissora. Segundo ele, é fundamental que seu grupo faça barulho para conquistar espaço no debate público e garantir que as demandas de seus seguidores sejam ouvidas nas eleições de outubro.

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A TV Globo havia convidado para o encontro marcado em 1º de outubro o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL), o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e o escritor Augusto Cury (Avante). A organização do debate comunicou que manterá o evento mesmo na eventual ausência de Lula e Flávio Bolsonaro, alegando critérios estabelecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral para seleção dos participantes.

Santos destacou como diferencial o fato de não ter qualquer ligação com os casos envolvendo o Banco Master e o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). De acordo com o presidenciável, a emissora se baseou exclusivamente nos parâmetros definidos pelo TSE para justificar a lista de debatedores, deixando-o de fora sem explicações convincentes, na avaliação dele.

Em duro ataque aos principais concorrentes, o candidato do Missão acusou Lula e Flávio Bolsonaro de serem “quadrilheiros” e afirmou que ambos estão “envolvidos nos piores escândalos de corrupção” do país. Ele ainda declarou que, diante da postura que atribui à rede de televisão, os cidadãos precisam escolher entre seguir conformados ou se rebelar contra o que considera a aliança “errada da história”.

Na parte final do vídeo, Santos fez um balanço das dificuldades de sua campanha, citando bloqueios inexplicáveis em suas redes sociais e críticas de aliados do ministro Dias Toffoli, do STF. Segundo ele, viaja o Brasil de norte a sul em ônibus, promove grandes encontros populares e não deixará que a participação no debate ou a falta dela impeça sua projeção eleitoral. “Vocês vão ouvir meu nome, com ou sem presença naquele palco”, concluiu.

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