
Urna eletrônica em bancada durante testes de carregamento de software para garantir a segurança do pleito (Foto: Instagram)
A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) emitiram uma nota conjunta expressando séria preocupação com possíveis interferências externas, especialmente dos Estados Unidos, no pleito eleitoral de 2026. Publicado na segunda-feira (21.set.2026), o documento alerta que ações de influência política ou econômica podem comprometer a soberania nacional, o funcionamento das instituições democráticas e a formação da vontade dos eleitores.
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O pronunciamento das entidades acontece um dia depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mencionar as eleições brasileiras em seu discurso na 78ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York. Na ocasião, o chefe do Executivo afirmou que “a democracia brasileira pertence aos brasileiros” e que o país não aceitará “inimigos da democracia”, internos ou externos, influenciando o resultado das urnas. Lula também destacou os riscos da desinformação digital e defendeu que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”.
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Segundo a ABC e a SBPC, as tentativas de ingerência podem ocorrer por meio de pressões diretas de atores políticos ou econômicos, manipulação do ambiente informacional e uso indevido de tecnologias digitais e plataformas online. As instituições enfatizam a necessidade de apurar qualquer suspeita com base em evidências concretas e garantir total transparência em eventuais investigações.
A nota também manifesta apoio à iniciativa do Instituto Vladimir Herzog, que levou preocupações sobre interferências no processo eleitoral brasileiro à ONU, solicitando atenção internacional para a defesa do resultado proclamado pela Justiça Eleitoral. Para as entidades, essa ação reforça o compromisso com a lisura e o reconhecimento global da escolha popular.
As duas organizações reforçam o chamado para que instituições públicas, comunidade científica e acadêmica, organizações da sociedade civil, meios de comunicação e empresas de tecnologia mantenham vigilância constante sobre a integridade do pleito. Entre as recomendações estão a adoção de protocolos de verificação de fatos, auditorias independentes de plataformas e promoção de campanhas de educação midiática.
Por fim, ABC e SBPC ressaltam que cabe a cada cidadão e instituição colaborar para um ambiente público alicerçado em informações confiáveis, respeito às instituições democráticas e à liberdade de escolha. Apenas assim, afirmam, será possível garantir que a vontade soberana do povo brasileiro seja preservada e livre de qualquer ingerência externa.
