
O vice-presidente Geraldo Alckmin fala durante a Plenária de Mobilização no Espaço Cultural Elza Soares, em São Paulo (Foto: Instagram)
Nesta terça-feira (22 de setembro de 2026), o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), declarou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “vai agir firme contra as bets” durante a Plenária de Mobilização realizada no Espaço Cultural Elza Soares, na zona oeste de São Paulo.
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Alckmin enfatizou que a iniciativa tem o propósito de resguardar a economia popular e impedir que o tema das apostas online acabe por dividir a população. O vice-presidente fez a observação logo após Lula afirmar, na sexta-feira (18.set.2026), sua decisão de pôr fim às operações dessas plataformas no país.
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O governo federal estuda uma medida que poderia proibir as bets de oferecer jogos de cassino online e também restringir as apostas esportivas. Segundo Alckmin, a intenção é coibir a atuação de operadoras que exploram essas modalidades sem apresentar salvaguardas eficientes para os usuários e para a economia de base.
A possível proibição causou forte reação dos clubes de futebol nacionais, que emitiram uma nota conjunta intitulada “O fim do futebol brasileiro”. Na mensagem, as entidades reclamam do impacto das restrições e articulam uma audiência com o presidente Lula na tentativa de reverter as novas regras.
A Plenária de Mobilização, organizada pelo PT, contou com a presença de lideranças partidárias, movimentos sociais e representantes de frentes populares. Compareceram ao evento o presidente nacional do PT, Edinho Silva; o ex-prefeito de São Paulo e candidato ao governo estadual, Fernando Haddad (PT); o ex-governador e candidato a vice em São Paulo, Márcio França (PSB); além da ex-ministra e candidata ao Senado, Marina Silva (Rede).
Embora o governo ainda não tenha divulgado o cronograma para a implementação das restrições, o tema promete gerar debates intensos nos próximos meses. Fica a expectativa sobre como o Executivo irá formalizar as regras e como os setores envolvidos—especialmente os clubes de futebol e as plataformas de apostas—irão reagir às possíveis limitações.
