
Felipe Vorcaro, investigado no inquérito do Banco Master (Foto: Instagram)
Em petição de 3 páginas protocolada nesta segunda-feira (21.set.2026), a defesa de Felipe Vorcaro, primo do fundador do Banco Master, solicita ao presidente do STF, ministro Luiz Edson Fachin, que reencaminhe parte das investigações ao ministro André Mendonça e revogue a prisão preventiva decretada contra o investigado. Os advogados argumentam que a medida cautelar perdeu sua motivação original e foi deslocada sem fundamento sólido.
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Segundo os defensores, o inquérito que embasou a prisão não registra qualquer menção a ministros da Corte e deve retornar à relatoria inicial. A Polícia Federal justificou a detenção com indícios de que Vorcaro teria atuado para financiar mesadas ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), cujos valores começaram em R$ 300 mil e chegaram a R$ 500 mil.
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O criminalista Alberto Zacharias Toron, representante de Felipe Vorcaro, sustenta que Fachin suspendeu o exame de um pedido de revogação da prisão que estava sob análise do ministro André Mendonça. Em 12 de setembro, após sessão que tratou de menção ao ministro Alexandre de Moraes, Fachin determinou que Mendonça encaminhasse ao gabinete da presidência do STF as apurações ligadas ao Banco Master e às supostas fraudes no INSS. Fachin, porém, negou ter assumido a condução dos processos ou “advocado” o caso. A petição ressalta que, embora a relatoria relacionada a Vorcaro não tenha sido oficialmente redistribuída, a tramitação de petições e diligências permanece paralisada.
Segundo o documento, já se passaram 90 dias desde a decretação da prisão preventiva de Felipe Vorcaro sem reavaliação pelo relator. “Assim, a manutenção da Pet 15.873 sob suspensão faz com que a apreciação da prisão do Peticionário fique condicionada ao desfecho de controvérsias travadas em outros procedimentos, relativos a fatos e pessoas que não integram este recorte investigativo”, afirmam os defensores.
A Polícia Federal atribui a Felipe Vorcaro a responsabilidade pela operacionalização de repasses mensais ao senador Ciro Nogueira. Em mensagens interceptadas, ele perguntava a Daniel Vorcaro sobre a continuidade dos pagamentos e relatava dificuldades de fluxo de caixa para manter os valores ao “parceiro brgd”. A investigação aponta que essa “parceria” corresponde a um arranjo financeiro e societário para viabilizar tais repasses.
Em nota divulgada em 7 de maio, a assessoria de Ciro Nogueira afirmou que o senador “não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados” e se colocou à disposição da Justiça para esclarecimentos. O texto também criticou o uso de medidas “graves e invasivas” baseadas apenas em troca de mensagens por terceiros, apontando a necessidade de reflexão e controle rigoroso de legalidade, tema que deverá ser debatido em breve pelas cortes superiores.
