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O que esperar do encontro entre Trump e Xi em Washington


Trump e Xi Jinping posam juntos em Washington para a oitava cúpula bilateral (Foto: Instagram)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), receberá em Washington o presidente chinês Xi Jinping (Partido Comunista da China) na quinta-feira, 24 de setembro de 2026. Esse encontro, que sucede a visita de Trump a Pequim em maio, deve retomar negocuções já iniciadas e fortalecer a cooperação bilateral em comércio, tecnologia e segurança.

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Será a oitava cúpula entre os dois líderes e, embora possa ser a última em 2026, existe a chance de novas reuniões durante a Apec em Shenzhen, em novembro, e no G20 em Miami, em dezembro. Antes desse encontro, delegações de ambos os governos já promoveram reuniões preliminares para alinhar a agenda.

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Entre os tópicos centrais estarão as tarifas comerciais. A atual trégua, válida até o início de novembro, pode ser estendida ou ter suas alíquotas revistas. A negociação do pacto “30 by 30” planeja eliminar tarifas sobre até US$ 30 bilhões em produtos de cada lado. Também serão debatidas compras chinesas de soja e aviões Boeing, além da criação de um órgão institucional para tratar litígios.

Outro tema prioritário é o fornecimento de terras raras e minerais críticos. O governo americano busca garantir o abastecimento para indústrias locais após empresas chinesas restringirem embarques. A expectativa é discutir garantias de entrega e possibilidades de cooperação em mineração e processamento.

A inteligência artificial volta a figurar na pauta. Espera-se aprofundar a competição tecnológica, segurança de modelos de IA e protocolos para impedir usos maliciosos. Em negociações prévias, os EUA sugeriram um mecanismo de notificação mútua de incidentes de IA com risco à segurança nacional. Washington pede mais transparência e proteção de propriedade intelectual, enquanto Pequim receia que isso limite seu avanço.

A questão de Taiwan segue como prioridade para a China, com Xi pressionando Trump a suspender vendas de armas americanas à ilha. A remilitarização do Japão, proposta pela primeira-ministra Sanae Takaichi, também deverá ser discutida, já que Pequim argumenta que o rearmamento japonês desequilibra a segurança na Ásia-Pacífico.

Na esfera geopolítica, Trump pode solicitar que Xi use sua influência para retomar negociações com o Irã e reduzir as compras de petróleo iraniano. Quanto à Rússia, Washington exigirá garantias de que a nova lei de sanções sobre compradores de petróleo russo não será aplicada contra a China, que é um grande consumidor de energia vinda da Rússia.

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