
Recorde feminino: mulheres atingem 31,04% das operações em criptomoedas (Foto: Instagram)
Nos últimos anos, as mulheres têm conquistado espaço crescente no mercado de criptomoedas no Brasil. Segundo dados da Receita Federal, em agosto de 2019 a participação feminina nas operações realizadas por pessoas físicas correspondia a 11,34%, chegando a 29,90% em dezembro de 2025. Esse avanço sinaliza maior interesse e atuação de mulheres na negociação de ativos digitais, cenário que até então era dominado principalmente por investidores do sexo masculino.
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A evolução também se reflete no valor movimentado pelas investidoras. Em agosto de 2019, as mulheres respondiam por 11,10% do total financeiro transacionado por pessoas físicas em criptomoedas. Em dezembro de 2025, essa fatia subiu para 12,62%, demonstrando que, além de participação em número de operações, elas passaram a aportar quantias mais significativas no universo cripto.
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O percurso de crescimento, contudo, não foi linear. Em janeiro de 2024, as mulheres chegaram a representar 40,95% das operações realizadas por pessoas físicas, mas esse índice recuou para 29,14% em janeiro de 2025. Nos meses seguintes, o percentual manteve-se próximo aos 30%, evidenciando oscilações que acompanham a volatilidade natural do mercado de criptomoedas.
Durante o ano de 2025, a participação feminina oscilou entre 18,49%, registrada em junho, e 30,32%, alcançada em abril. Em dezembro daquele ano, a fatia das mulheres nas transações fechou em 29,90% das operações, preservando o patamar próximo a um terço do total. No mesmo período, elas representaram 12,62% do volume financeiro movimentado por pessoas físicas.
Essas informações constam no relatório de criptoativos da Receita Federal, que compila dados de negociações em exchanges – as plataformas digitais usadas para compra e venda de criptomoedas – e também de transações peer-to-peer, quando investidores realizam operações diretas, sem intermediação de empresas especializadas.
O relatório mais recente aponta que, em 2026, a participação feminina segue beirando 30%. Em janeiro, as mulheres responderam por 29,07% das operações; em março, o índice ultrapassou a marca de 30%. Nos meses seguintes, a curva continuou ascendente: 30,57% em abril, 30,68% em maio e o recorde de 31,04% em junho, maior valor registrado até o momento neste ano.








