
Mensagem de apoio à campanha interrompida (Foto: Instagram)
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, filiada ao PL, solicitou o impedimento de um ministro do Tribunal Superior Eleitoral depois que a corte determinou, liminarmente, a paralisação dos atos de campanha de Deltan Dallagnol, aspirante ao Senado pelo Paraná. A defesa do candidato terá de aguardar o julgamento definitivo do registro de candidatura antes de retomar suas atividades eleitorais.
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Em sua postagem nas redes sociais, Michelle escreveu: “Força, Deltan. Impeachment de ministro violador de lei já!”. Embora não tenha citado diretamente o nome do magistrado, a crítica ocorre logo após o relator Floriano de Azevedo Marques ter determinado a suspensão da propaganda eleitoral do ex-procurador.
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A medida judicial veda a veiculação de propaganda de Dallagnol no rádio e na televisão, bem como o recebimento e o uso de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Apesar de provisória, a determinação segue em vigor até a análise do recurso que discute o registro de sua candidatura. Na semana anterior ao despacho do TSE, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná havia aprovado o registro por um placar de 4 votos a 3.
Ao justificar sua decisão, o ministro Floriano de Azevedo Marques afirmou que o TRE-PR contrariou entendimento consolidado no próprio TSE sobre a situação jurídica de Deltan. Segundo ele, autorizar a candidatura foi um ato “sem o mínimo respaldo jurídico” e potencialmente capaz de gerar “efeitos disturbadores do processo eleitoral”.
O caso remonta à saída de Dallagnol do Ministério Público Federal, em novembro de 2021. Em 2023, o TSE entendeu por unanimidade que ele havia pedido exoneração para evitar as consequências de 15 procedimentos disciplinares em tramitação. Os ministros consideraram essa conduta uma fraude à lei, resultando na cassação do mandato de deputado federal conquistado em 2022.
Em setembro de 2026, no entanto, o TRE-PR considerou que o arquivamento dos processos pelo Conselho Nacional do Ministério Público representava fato novo e liberou o registro. Floriano contestou a nova decisão, alegando que a situação jurídica já era conhecida e que nada justificava alterar o entendimento anterior.
Deltan Dallagnol afirmou que apresentará recurso contra a liminar e associou a suspensão de sua campanha à relação de longa data entre Floriano e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, citando ter protocolado um pedido de impeachment contra Moraes na mesma semana. A alegação faz parte da defesa do candidato, não da decisão judicial. O caso será apreciado pelo plenário do TSE, e até lá a suspensão segue vigente.








