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Lula leva eleições brasileiras à ONU e reforça soberania da escolha popular


Presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa na 81ª Assembleia Geral da ONU em Nova York (Foto: Instagram)

Durante sua fala na Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não permitirá que “inimigos da democracia”, internos ou externos, atentem contra a vontade dos brasileiros. Ele reforçou que a democracia no país pertence ao seu povo e garantiu que qualquer tentativa de desrespeitar o processo eleitoral será combatida pelas autoridades competentes.
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Lula destacou que o pleito marcado para 4 de outubro será conduzido de maneira transparente e competitiva, assegurando ampla liberdade de expressão a todos os candidatos. Conforme ele, os eleitores terão voz livre para debater propostas e escolher seus representantes sem restrições.
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O presidente ressaltou que os brasileiros irão definir não apenas o próximo ocupante do Palácio do Planalto, mas também governadores, deputados federais e estaduais e senadores, e até mesmo o enfrentamento entre democracia e negacionismo. Segundo Lula, o país pode seguir rumo a um futuro com mais oportunidades ou retroceder a um passado marcado pela exclusão. Ele também advertiu para a possibilidade de influência estrangeira no processo eleitoral, criticando candidatos que se associam a interesses externos contrários ao Brasil, em alusão indireta à família Bolsonaro.

Lula alertou para o avanço de redes de desinformação, capazes de distorcer o debate público durante a campanha, e defendeu que o sistema eleitoral brasileiro é moderno e robusto, apoiado por uma sociedade plural e uma imprensa independente. Para ele, a defesa da democracia está intrinsecamente ligada à soberania nacional, e o Brasil não se deixará afastar desse caminho.

O discurso sobre as eleições encerrou a participação de Lula na 81ª Assembleia Geral, após capítulos em que criticou a atuação do Conselho de Segurança da ONU, defendeu o multilateralismo e abordou temas como mudanças climáticas, inteligência artificial, crime organizado e desigualdade social. Antes, o presidente também pediu reformas na ONU e no uso do veto no Conselho para dar mais legitimidade às grandes potências.

Esta foi a décima vez que Lula abriu o Debate Geral como chefe de Estado na ONU. Na bancada brasileira, estavam a primeira-dama Janja Lula da Silva, o assessor-chefe adjunto Audo Faleiro, o embaixador Sérgio Danese e os ministros Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social) e Mauro Vieira (Relações Exteriores), além de Celso Amorim, assessor-chefe da Presidência. Em Nova York desde 20 de setembro, ele teve encontro com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, o prefeito Zohran Mamdani e o senador Bernie Sanders. A agenda inclui ainda debates sobre Palestina, desigualdade, consolidação da paz e direito internacional humanitário, com o ministro Mauro Vieira presidindo reunião da ZOPACAS e Wellington Dias participando da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

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