
Lula em Nova York afirma ter pistas de interferência por IA nas eleições brasileiras (Foto: Instagram)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (21.set.2026), em Nova York, que existem "algumas pistas" de interferência nas eleições brasileiras por meio de inteligência artificial, mas ressaltou não ter provas concretas de qualquer ação do governo dos Estados Unidos. Em entrevista à CNN Internacional, Lula disse não dispor de elementos que confirmem envolvimento de Washington no pleito nacional e destacou que Donald Trump teria comunicado a terceiros que não pretende interferir no processo eleitoral do Brasil.
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O presidente relatou ainda ter pedido pessoalmente a Trump que se abstivesse de intervir na disputa eleitoral brasileira. Segundo Lula, o ex-presidente norte-americano afirmou a interlocutores que não deseja se envolver nos assuntos políticos de outras nações. "A eleição brasileira é um assunto dos brasileiros, assim como a disputa presidencial dos EUA deve ser decidida pelos norte-americanos", enfatizou Lula. "É muito importante para os EUA não se intrometerem nas eleições brasileiras."
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O chefe do Executivo citou ainda o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e expressou preocupação com a proximidade do político em relação à família Bolsonaro. Apesar de mencionar esse vínculo, Lula frisou que, até o momento, tratam-se apenas de suspeitas sem comprovação oficial. Ele reforçou que seguirá atento a qualquer indício de influência externa que possa ameaçar a integridade do processo democrático no Brasil.
Questionado sobre a corrida presidencial, Lula demonstrou plena confiança na vitória. Para ele, a disputa coloca em contraste "democracia ou barbárie" e sublinha a necessidade de preservar as instituições democráticas diante de possíveis ameaças internas e de interferência estrangeira.
Ao comentar as relações com os Estados Unidos, o presidente disse que o Brasil mantém um relacionamento "sofisticado" com Washington e rechaçou qualquer ideia de hostilidade contra o país vizinho. "O Brasil não é um país anti-americano. O povo não é anti-americano", afirmou Lula. Segundo ele, as duas nações possuem uma base diplomática sólida e devem buscar parcerias comerciais sem imposições de um governo sobre o outro. "Trump foi eleito para ser o presidente dos EUA, mas não tem o direito de governar outros países."
Na esfera econômica, Lula destacou a preferência por negociar com os Estados Unidos e afirmou que não pretende iniciar uma guerra tarifária. Ele explicou que, após uma ligação com Trump há cerca de um mês e meio, as conversas comerciais foram retomadas. Por isso, o presidente mantém cautela quanto à aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica para produtos norte-americanos: "Enquanto ainda estamos em torno da mesa de negociações, não preciso aplicar a lei de reciprocidade". Em caso de impasse, o governo poderá recorrer à legislação aprovada pelo Congresso.








