
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva no plenário da ONU durante a 81ª Assembleia Geral. (Foto: Instagram)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, em 22 de setembro de 2026, que a Organização das Nações Unidas atravessa sua fase mais crítica desde que ele subiu à tribuna da Assembleia Geral em 2003. Segundo Lula, a instituição falha em “livrar a humanidade do flagelo da guerra” e vive um momento de credibilidade inéditamente baixa, agravado pela incapacidade de proteger países e populações vulneráveis.
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Durante a abertura da 81ª Assembleia Geral, em Nova York, o presidente brasileiro atacou o poder de veto dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança — China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia — afirmando que esse instrumento confere às grandes potências um “privilégio da insensatez” e paralisou a ONU desde 1946.
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No discurso, Lula ressaltou a necessidade de reunião urgente entre os líderes que detêm veto para discutir a crise de liderança mundial. Ele insistiu que, em um “mundo interdependente”, a arte de governar passa pela conciliação entre interesses nacionais e coletivos, sem ceder ao “direito do mais forte”.
O presidente também abordou temas centrais de seu pronunciamento: destacou sua trajetória como operário e derrotador de um golpe, criticou o enfraquecimento dos pilares do multilateralismo e a situação fragilizada da Organização Mundial do Comércio, e cobrou uma reforma na ONU e no Conselho de Segurança.
Lula falou ainda sobre soberania, definindo a divisão do mundo em zonas de influência como “anacrônica” e defendendo que o povo venezuelano escolha seu destino. Reprovou a ofensiva israelense em Gaza, classificou-a de genocídio, defendeu a solução de dois Estados, cobrou o fim da guerra na Ucrânia e criticou o aumento de tensões no Estreito de Ormuz.
Entre outras pautas, o presidente mencionou a maior operação contra o crime organizado no Brasil, em 2025, pediu cooperação internacional contra o tráfico de armas e de dinheiro, e recusou qualquer presença militar estrangeira em águas brasileiras. Reafirmou que a democracia brasileira pertence ao povo e que o País não aceitará interferências nas eleições de outubro.
Por fim, Lula destacou a retomada da agenda ambiental, a redução do desmatamento na Amazônia, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, e criticou o “neoliberalismo digital sem regras” no uso de inteligência artificial. A delegação brasileira em Nova York contou com a primeira-dama Janja Lula da Silva, o embaixador Sérgio Danese, ministros Mauro Vieira e Wellington Dias, além de assessores próximos.








