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Lula afirma que “tecnoligarcas” buscam neoliberalismo digital sem freios


Presidente Lula discursa na ONU durante abertura da 81ª Assembleia Geral, em 22 de setembro de 2026. (Foto: Instagram)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu, em 22 de setembro de 2026, a 81ª Assembleia Geral da ONU defendendo a necessidade urgente de regulamentar as grandes empresas de tecnologia e a inteligência artificial. Para ele, “tecnoligarcas” almejam implantar um modelo de neoliberalismo digital sem restrições, colocando em risco o futuro da democracia e da transparência global.
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Lula enfatizou que vivemos uma “revolução tecnológica sem precedentes, com grandes riscos e oportunidades” e classificou como “omissão histórica” a não regulação das big techs e da IA. Segundo o presidente, essas corporações promovem uma “corrida tecnológica à revelia da ONU e do Painel Científico Internacional sobre Inteligência Artificial”, transferindo às famílias a tarefa de lidar com algoritmos complexos e potencialmente nocivos.
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Outro ponto central do discurso foi a exploração dos recursos naturais brasileiros, especialmente minerais críticos e terras-raras, que, na avaliação de Lula, devem gerar valor agregado em território nacional. Ele condicionou o acesso a esses insumos à transferência de tecnologia e ao fortalecimento de setores estratégicos, com o objetivo de garantir que o benefício seja revertido para o povo brasileiro.

O presidente também abordou temas como o enfraquecimento do multilateralismo, a necessidade de reforma do Conselho de Segurança da ONU, o direito de veto e a proteção da soberania dos Estados. Lula classificou como “anacrônica” a divisão do mundo em zonas de influência, defendeu o fim do cerceamento ao povo venezuelano e cobrou soluções diplomáticas para conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, além de denunciar a ofensiva de Netanyahu em Gaza como “genocídio”.

Em relação à segurança regional, destacou a Lei Antifacção e a maior operação contra o crime organizado no Brasil em 2025, pedindo cooperação internacional para conter o fluxo de armas e recursos ilícitos. No campo eleitoral, reafirmou que a democracia brasileira não será alvo de interferências internas ou externas nas eleições de outubro de 2026.

A comitiva brasileira em Nova York contou com a primeira-dama Janja Lula da Silva, os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Wellington Dias (Desenvolvimento Social), além de assessores como Audo Faleiro e Celso Amorim. A agenda incluiu encontros com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e o senador norte-americano Bernie Sanders, além de reuniões sobre Palestina, desigualdade e consolidação da paz.

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