
Presidente Lula durante entrevista à CNN em Nova York (Foto: Instagram)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta segunda-feira (21.set.2026), em entrevista à CNN em Nova York, que as eleições brasileiras deste ano se resumem a uma decisão entre “democracia ou barbárie”. Ele enfatizou sua convicção de que sairá vitorioso na disputa presidencial e ressaltou a importância de manter o país no caminho democrático.
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Lula relacionou o pleito a diferentes perspectivas sobre meio ambiente, inclusão social e cultura. Segundo o presidente, os eleitores terão de optar entre políticas de preservação da natureza ou avanço do desmatamento, continuidade de programas de assistência aos mais vulneráveis ou retrocesso no atendimento aos pobres, além de apoiar a produção cultural ou promover seu desmonte.
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Durante o encontro, a jornalista Christiane Amanpour destacou levantamentos que apontam empate técnico entre Lula e o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) num eventual segundo turno. Ele admitiu sentir apreensão natural em períodos eleitorais, mas afirmou confiar plenamente nos resultados das urnas e na lisura do processo.
O presidente também elogiou o sistema de votação eletrônica brasileiro, destacando a rapidez na apuração mesmo diante das dimensões territoriais do país. “Estou muito tranquilo com o processo eleitoral”, afirmou, lembrando que o modelo atual permite conhecer o resultado em poucas horas, sem recorrer a contagens manuais extensas.
Ao comentar a influência norte-americana, Lula citou o longa “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), e cobrou transparência sobre sua fonte de financiamento. O presidente contou ter solicitado diretamente a Donald Trump que nenhuma autoridade dos EUA interferisse na disputa eleitoral brasileira, reforçando que somente o povo do Brasil deve decidir seu futuro.
Por fim, Lula afirmou que o Brasil não segue uma postura antiamericana e defendeu uma relação de respeito mútuo com os Estados Unidos, citando os mais de 200 anos de laços diplomáticos. Ele admitiu preocupação com indícios de interferência estrangeira, inclusive por meio de inteligência artificial, e mencionou a proximidade do secretário de Estado Marco Rubio com integrantes da família Bolsonaro. Sobre comércio, disse que continuará negociando antes de aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica, mas não descartou medidas contra produtos americanos caso não haja acordo.
