
Mapa do Estreito de Ormuz, rota vital para cerca de 20% do petróleo mundial. (Foto: Instagram)
O Irã informou que está pronto para restabelecer o tráfego pelo Estreito de Ormuz em até sete dias, desde que os Estados Unidos reduzam sua presença militar na região e levantem o bloqueio imposto aos portos e à exportação de petróleo iraniano. Segundo declaração à Reuters nesta terça-feira (22.set.2026) de uma autoridade de alto escalão em Teerã, a retomada das operações no canal é crucial para a economia global, já que por ali passam cerca de 20% dos embarques mundiais de petróleo.
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Durante a 78ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, os representantes iranianos receberam autorização interna para reabrir o canal de diálogo com Washington e reiniciar as negociações diplomáticas, interrompidas desde 2018. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou em entrevista à NBC estar “aberto a uma reunião com o Irã” no contexto da Assembleia, mas ressaltou que não há nenhum encontro formal agendado até o momento.
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A autoridade iraniana também negou, em conversa com a Reuters, a existência de qualquer encontro previsto entre o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian — que desembarcou em Nova York na manhã de terça-feira — e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Embora os dois chefes de Estado estejam na mesma cidade, não há programação oficial para uma reunião bilateral.
Segundo o governo iraniano, esta semana foi enviada a Washington, por meio de canais intermediários, uma nova proposta de pacificação para encerrar as hostilidades, que se intensificaram após o abandono do acordo nuclear em 2018. O documento, ainda em análise, visa restabelecer confiança mútua e criar mecanismos de fiscalização internacional para garantir o cumprimento de eventuais pactos.
No domingo (20.set.2026), autoridades de Teerã afirmaram ter recebido informações de que os Estados Unidos estariam se preparando para retornar a uma campanha de bombardeios contra o território iraniano. Em retaliação, o Irã ameaçou executar ataques “sem qualquer limitação” contra alvos norte-americanos espalhados pelo Oriente Médio, caso medidas preventivas não sejam tomadas.
O governo de Teerã advertiu que qualquer nova escalada do conflito dependerá do “sinal verde” de países do Oriente Médio, classificando como partes no conflito as nações que permitirem ou colaborarem com ataques americanos na região. “Esses Estados não devem esperar contenção por parte das Forças Armadas iranianas”, declarou a autoridade à Reuters, reforçando a disposição do Irã em agir de forma enérgica.








